E o Marco Maia vai ou não instalar a CPI da Privataria?

por Sulamita Esteliam
Charge capturada no Conversa-Afiada, onde Bessinha impera

Não é por nada não, como se diz lá em Minas, mas o presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia (PT-RS) vai ter que segurar, a partir de amanhã, uma suculenta batata, quente, a julgar pelo que tem dito a imprensa. É quando o deputado Protógenes Queiroz (PCdoB-SP) protocola, nesta quarta – em postagem anterior escrevi dia 20 – o pedido de instalação da CPI da Privataria. Detalhe: com 200 assinaturas, inclusive de tucanos, colhidas por ele e pelo deputado Brizola Neto (PDT-RJ).

Se a mídia nativa, amoitadora de notícias incômodas a seus pares bicudos, estiver certa, Maia vai ter que provar que é macho. Antes que me interpretem mal: segundo o PIG, o governo e o partido do governo, o PT, não quereriam a CPI – para não cutucar onça com vara curta.

Ocorre que, mesmo escondido pela mídia ditagrande, o livro bombou, e está sendo disputado, quase, à tapa, por leitores, livrarias e distribuidoras – aqui em Vi o Mundo. Já são 120 mil exemplares vendidos em pouco mais de uma semana e outros milhares no prelo.

Também nesta quarta, o Centro de Estudos de Mídia Barão de Itararé promove, em São Paulo, debate sobre A Privataria Tucana e o Silêncio da Mídia, com a presença do autor do livro, do deputado Protógenes e do jornalista Paulo Henrique Amorim. Às 19 horas, no auditório do Sindicato dos Bancários, na Rua São Bento, 413, Centro. Quem não está em Sampa pode acompanhar pelo sítio do sindicato, que fará a transmissão ao vivo.

E tem mais: um abaixo-assinado circulando na rede em defesa da Comissão Parlamentar de Inquérito. E a blogosfera e as redes sociais, todas, na pressão. Como se diz aqui, em Pernambuco, “é pra arrombar”.

Aí, tem razão o Protógenes, em conversa com Paulo Henrique Amorim, no Conversa Afiada: “Quero ver ele não instalar uma CPI com 200 assinaturas”.

O deputado diz que confia que o presidente da Câmara cumpra o prometido – “Consiga as assinaturas que eu instalo”, teria dito Marco Maia . De qualquer forma, se não se instalar por bem da firmeza do compromisso político, resta a opção de ir ao Supremo para garantir o direito constitucional das minorias, conforme lembra Maurício Dias, colunista de Rosa dos Ventos, em Carta Capital – aqui, também no Conversa Afiada.

Leia, também, a reportagem de Leandro Fortes, na edição de Carta desta semana.

No Correio do Brasil também há notícia sobre a CPI.

Mais sobre o assunto neste blogue: aqui e aqui

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