Jornalistas brasileiros, em nome da verdade

por Sulamita Esteliam
Charge capturada no Observatório da Imprensa, sobre o último mantra do PI(G
Charge capturada no Observatório da Imprensa, sobre o último mantra do PIG

O propósito de só publicar boas notícias nesta primeira semana de postagens no ano, que mal começou, me leva ao sítio Jornalistas de Minas, o meu Sindicato escolhido. E eis que lá encontro informação da maior importância: os jornalistas brasileiros também terão sua Comissão da Verdade, Memória e Justiça. Será instalada em Porto Alegre, no próximo 18 de janeiro deste 2013, pela Fenaj – Federação Nacional dos Jornalistas. Viva!

A comissão pretende resgatar a história dos jornalistas que foram vítimas da última ditadura oficial desta Terra Brasilis – aquela que durou 21 anos e da qual, embora possa parecer absurdo, há quem sinta saudades… Vlado (Herzog) não foi o único. O produto final será entregue à Comissão da Verdade do governo federal, até o final de agosto, em forma de publicação – clique para saber mais.

Um bichinho incômodo, que liga meu cérebro à ponta dos dedos, insiste em comentar: ainda que atitudes recentes, e outras nem tanto, induzam o pensamento de que jornalista e PIG (Partido da Imprensa Golpista) sejam a mesma coisa, necessariamente, não é assim que a banda toca.

Há coleguinhas e “coleguinhas”. A massa trabalhadora, que batuca as/os pretinhas/os – teclas, câmeras, microfones e que tais – é operária , mesmo que boa parte dela não se reconheçam como tal. Tenta, ao menos, cumprir seu papel – nos limites das limitações impostas ou sugeridas. E há aqueles/as, e não são tão poucos, e conheço vários/as, que não confundem talento e prestígio com direito ou prestidigitação – para o bem ou para o mal…

Nos últimos tempos, mais do que desde antanho – é preciso ser dito – outros tantos se alimentam e se locupletam da visibilidade que o dinheiro dá ou vice-versa, ou nem tanto, para confundir alhos com bugalhos. E acabam sendo confundidos, também. O diabo é que arrastam no caos toda uma categoria que, perdão Eneida da Costa – minha digníssima presidenta dos Jornalistas de Minas -, termina confundida com falta de classe.

A propósito, vale ler as análises de dois blogues da Carta Maior: do professor, socíologo e cientista político Emir Sader,  e do jornalista Saulo Leblon sobre a mídia brasileira e o jornalismo que pratica.

Não por coincidência, no Observatório de Imprensa tem artigo, no mínimo curioso, que tenta traçar diferentes perfis de jornalistas (adianto que discordo da definição do “verdadeiro jornalista”, que reitera a mística de que a imparcialidade e a isenção sejam possíveis; ainda que objetividade, equilíbrio e transparência sejam o horizonte a se buscar).

Bem que eu tentei.

Boa-noite/bom-dia!

 

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