Capricho dos deuses e a abertura do Mimo em Olinda

Mimo 13

Os deuses da arte e da cultura andam brincando comigo. Basta eu desejar um programa para deleite dos olhos, ouvidos, intelecto, que no meio do caminho encontro uma pedra. Ou uma pedra bate em minha cabeça, e me faz quedar-me em casa.

Dias desses, minha caçula me cutucou, ante a manifestação explícita da vontade de ver um espetáculo de dança: “E por que não vai? Chama o painho… Há quanto tempo vocês não fazem um programa desta natureza?”

Na verdade, não faz tanto tempo assim, um ano talvez… quando estivemos juntos em Beagá. Aqui no Recife, sim, perdi, perdemos a conta.

Houve tempos difíceis, é verdade. Não é mais o caso. Oportunidades não faltam nesta terra de tradições culturais, onde há muito o que fazer sem, praticamente, mexer no bolso.

Fato é que perdemos o hábito. Será preciso algum empenho para retomá-lo.

Nelson Freire, talento de Minas para o mundo
Nelson Freire, talento de Minas para o mundo

Hoje, por exemplo, Nelson Freire fez o concerto de abertura do Movimento Mimo em Olinda. O pianista brasileiro, mineiro de Boa Esperança, volta à Catedral da Sé depois de nove anos de ausência, quando ali inaugurou o então Festival Mimo, ora rebatizado.

Naquele 02 de setembro de 2004, tocou acompanhado da Orquestra Sinfônica do Recife, e com as portas da igreja abertas, pois que lá dentro não cabia o ror de gente – mais aqui.

O motivo pelo qual não fomos ao concerto no passado mais remoto, não me lembro. Provavelmente razões de trabalho, era uma quinta-feira, como hoje.

Desta feita, sequer toquei no assunto, pois faz três dias ando mareada, feito bêbada. Aos invés de cachaça, atropelou-me algo que se assemelha a uma virose; é o que teria dito o médico, caso o tivesse procurado.

Olinda é a terceira ancoragem do festival internacional que não é só de música; inclui cinema, debates literários e também envolve patrimônio histórico. Está em sua 10ª edição. Começou por Paraty, passou por Ouro Preto, e agora aporta aqui, na cidade-monumento.

A programação é ampla, e se estende ao Recife; no caso da música, vai do clássico ao popular, com apresentações em igrejas, teatros e praças públicas – acesse aqui.

O ingresso é gratuito, mas deve ser pego com alguma antecedência. Veja onde e como:

Local de distribuição de senhas: Biblioteca Pública de Olinda (Carmo)

Concertos: 18:00h e 19:00h, senhas a partir das 17:00h do dia do concerto.

Concertos: 20:30H, senhas a partir das 19:008h do dia do concerto.

Concertos em Recife (Teatro de Santa Isabel): senhas 1h antes do concerto no local.

Os demais concertos/horários em Olinda não necessitam de senhas.

Serão distribuídas no máximo duas senhas por pessoa.

 

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Postagem revista e atualizada em 08.09.2013, às 23.:11.


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