Dilma na ONU: espionagem afronta os direitos humanos

por Sulamita Esteliam
Latuff para o Brasil 247
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Que coisa boa, a Dilma na ONU, heim!? Falou grosso e falou bonito. Foi Dilma. Pode não adiantar muita coisa, do ponto de vista prático, de dar um basta na bisbilhotice eletrônica do Tio Sam. Mas que dá um orgulho danado ver a presidenta do Brasil chutar a canela dos Estados Unidos, e conclamar as nações do mundo a tomarem atitude soberana contra o que, precisamente, classificou como “afronta a outros países”, isso dá…

A primeira parte foi dedicada à arapongagem: “Não se sustentam os argumentos de que a interceptação ilegal de informações e dados destina-se a proteger as nações contra o terrorismo, pois o Brasil é um país democrático que repudia, combate e não dá abrigo a grupos terroristas”, afirmou.

Disse mais: “Fizemos saber ao governo norte-americano nosso protesto, exigindo explicações, desculpas e garantias de que tais procedimentos não se repetirão. Governos e sociedades amigos, que buscam consolidar uma parceria efetivamente estratégica, como é o nosso caso, não podem permitir que ações ilegais, recorrentes, tenham curso como se fossem normais. Elas são inadmissíveis.”

Governança na internet_Dilma_Onu_09.2013E propôs mecanismos multilaterais de governança e uso da internet e de efetiva proteção de dados.  A presidenta do Brasil convocou a ONU a desempenhar o papel de liderança no esforço para regular o comportamento dos Estados frente a essas tecnologias: “Este é o momento de se criar as condições para evitar que o espaço cibernético seja instrumentalizado como arma de guerra, por meio da espionagem, da sabotagem, dos ataques contra sistemas e infraestrutura de outros países”, afirmou.

Dilma também falou sobre o desenvolvimento do Brasil e sobre a voz das ruas, como “parte indissociável do nosso processo de construção da democracia e do desenvolvimento social”. Lembrou a ouviu e compreendeu, porque veio das ruas. “A rua é o nosso chão, a nossa base. Os manifestantes não pediram a volta ao passado. Pediram sim o avanço para um futuro de mais direitos, mais participação e mais conquistas sociais”, afiançou.

Dilma Roussef, tratou ainda do conflito na Síria, e defendeu uma solução negociada, lembrando que o Brasil tem em sua descendência um importante componente sírio.

Eis os principais trechos do discurso, capturados no Youtube, via Blog do Planalto:

1) Governança global para a internet com respeito dos direitos humanos

 

 

2) Atenção à voz das ruas no Brasil

 

 

3) Calar a voz das armas

 

 

O discurso de Dilma Roussef na 68ª Assembleia Geral da ONU, na terça, foi destaque em toda a imprensa internacional. “Contundente” é o adjetivo mais sóbrio que a fala da presidenta do Brasil recebeu.

Por aqui, viu-se a má vontade de sempre – em alguns casos de fingida ou conveniente surpresa.  Desconhecem a presidenta que têm.

Um conhecido colunista de jornal carioca chegou ao displante de publicar a chacota do Obama se divertindo por Dilma tê-lo bloqueado no FB. Gracinha retardatária, é verdade, já que o meme está disseminado nas redes sociais, desde que a presidenta cancelou a visita oficial ao país da América do Norte.

Senso de oportunidade, delicadeza e autoestima são atributos cada vez mais raros por aí…


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