Pauta da semana: cultura, memória e subversão

Dois acontecimentos em terras pernambucanas e duas boas notícias em favor da cultura e da memória. Cada qual, a seu modo, fala de subversão, na cultura, na política, na vida nossa de cada dia:

Encontros Jomard1) Recebo de Jomard Muniz de Britto, o seguinte recado, via correio eletrônico: “JMB comunica aos seus leitores, amigos e problematizadores que saiu o volume ENCONTROS, da Azougue, com suas entrevistas. É preciso lê-las para reconhecer melhor os atentados poéticos.”

Para bom entendedor…

E lá na página da Azougue Editorial, no Facebook, tem acesso à loja virtual. Cliquei para fazer o dever de casa, mas não consegui localizar o livro do poeta que, sempre, honra este blogue com seus atentados. O jeito é pedir por correio: vendas@azougue.com.br/.

A editora descreve, assim, Jomard de Britto:

Como pensar a efervescência cultural de Pernambuco nas últimas décadas sem a presença marcante de JOMARD MUNIZ DE BRITTO. Agitador nato, tropicalista de primeira hora, criador dos atentados poéticos, professor desorientador, realizador de filmes emblemáticos como O palhaço degolado, Jomard atuou como poucos para subverter o cenário cultural e abrir possibilidades expressivas, criando uma trajetória ímpar, que pode ser revista neste volume da Coleção Encontros.

E oferece um aperitivo do que traz a coletânea, organizada por Sergio Cohn:

“O tropicalismo é o lance da desestruturação de todos os poderes. Tem até o lema da desordem amorosa ou das minorias. Eu encaro o tropicalismo como um projeto de verificação e de valorização das diferenças, um projeto de radicalidade dessas diferenças, e – enquanto poder – seria também a verificação críticoanalítica desses micropoderes. Você não pode escapar de uma luta pelo poder. Não é de negação do poder, mas de reconhecimento do poder, procurando injetar o veneno do novo – para usar uma expressão de Gil – dentro desse mecanismo de poder.”

50 anos do golpe2) Esta segunda foi o primeiro de cinco dias de debates sobre os 50 Anos do Golpe – A Nova Agenda de Transição da Justiça no Brasil. Acontece na Unicap, e reúne analistas do Brasil e do mundo.

Trata-se de congresso internacional que abriga, até a sexta 14, outros eventos relacionados: Encontro Internacional de Membros do Ministério Público sobre Justiça de Transição; I Encontro Nacional da Rede Nacional das Clínicas do Testemunho ; I Reunião da Rede Latino-Americana de Justiça de Transição; I Workshop internacional sobre processos de memorialização; 78ª Caravana da Anistia VIII Reunião do IDEJUST.

O painel inaugural tratou da herança da ditadura, o que restou? Juntou o jornalista e blogueiro Luis Nassif, de São Paulo; o cientista político Luiz Eduardo Soares, do Rio; Iara Xavier Pereira, de Brasília, da Comissão de Familiares e Desaparecidos e o historiador Anthony Pereira, do King’s College, Inglaterra.

Pernambucanos perseguidos políticos receberam homenagem na Sessão Pública, que apreciou pedido de anistia de Jonas José de Albuquerque Barros e Ivan da Rocha Aguiar; ambos, jovens estudantes assassinados em 1º de abril de 1964. O ato fez o mesmo em relação a familiares de Miguel Arraes, ex-governador do estado, também perseguido político.

Nesta terça, pela manhã, o tema é Cultura e Memória, com pesquisadores dos Estados Unidos, Espanha, Argentina e  Chile/Irlanda do Norte. Saiba mais e conheça a programação completa aqui.


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