Seleção escolhida, vai ter Copa, certo?

por Sulamita Esteliam
Luiz Felipe Scolari: vale o conjunto - Foto: CBF
Luiz Felipe Scolari: vale o conjunto – Foto: CBF

Gostaram do selecionado do Felipão? O bom de treinadores como ele é que não surpreendem. Portanto, não há nada criativo que se possa escrever sobre a Seleção Canarinha que vai disputar a Copa 2014. Resta-nos torcer para que não escolha nos surpreender com a bola em jogo, e que esse seja O Mundial do Brasil.

Porque, a essa altura, não há dúvida: vai ter Copa, certo?

Os cultuadores da arte da bola já viram este grupo jogar. O mesmo que, bem ou mal, venceu a Copa das Confederações, ano passado, lembram? Não se pode esperar futebol-arte, pelo menos o tempo todo. No entanto, pode-se contar com o espírito de grupo, traço principal do estilo Scolari de ser. É isto que conduz suas escolhas. E é isso que palmilha suas vitórias.

Não deixa de ter razão. Futebol é trabalho coletivo, ou não? Entendo pouco ou nada do departamento de bola, mas conheço trabalho em equipe, e não é fácil com acorde dissonante.

Significa que agregar não é mais importante do que ter talento. Mas que o talento deve estar a serviço do grupo sob um único articulador. Em outras palavras, democracia é ótimo quando funciona, mas há que ter alguém para dar um murro na mesa, se necessário. E Felipão é bom nisso.

Se bem me lembro, o pentacampeonato em 2002 foi conquistado mais pela eficiência do que propriamente pelo brilho. A despeito do trio de ERREs – Rivaldo, Ronaldo Fenômeno e Ronaldinho Gaúcho.

Ah, o Ronaldinho…, maestro, nunca mais Felipão.

Assim como no Tri, em 70, a seleção venceu todos os jogos na Copa do Japão/Coreia: 2×1 contra a Turquia, 4×0 contra a China, 5×2 contra a Costa Rica, 2×0 contra a Bélgica, 2×1 contra a Inglaterra, 1×0 de novo na Turquia e 2×0 na Alemanha. Quase inacreditável.

Em Terra Brazilis, que se sonhe em ver o menino que “tem alegria nas pernas”, segundo o próprio Felipe Scolari, estrelar logo no jogo de abertura de sua primeira copa. A versatilidade do garoto garante posição, mesmo numa escalação onde tenha Neymar, também estreante na disputa, e titular inquestionável.

Bernard, que encheu os olhos de Felipe Scolari quando reinava no meu Galo. Bons tempos do Atlético Mineiro, que se perdeu na própria sombra. Bernard, que, agora, forma com a maioria “estrangeira”, coesa.

Aliás, apenas quatro jogadores, dentre os 23 convocados, atuam em times nacionais. Além do próprio Fred, no Fluminense,  Jô, centroavante do Atlético Mineiro. Os outros dois, os goleiros, Victor – o salvador do Galo – e Jefferson, do Botafogo, ex-Cruzeiro.

Exceto o atacante dileto de Felipão, dentre os “brasileiros”, os demais fazem seu primeiro mundial. E Bernard pode ter chance de brilhar em sua primeira copa, aos 21 anos e em casa. Talvez seja a estrela que o maestro Felipão não ouse sonhar.

PS: Encontrei no Correio de Uberlândia, um bom resumo sobre os escolhidos – clique para ler.

 

 

 

 

 

 

 


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