Militância vai às ruas no Recife: por #Dilma13CoraçãoValente

por Sulamita Esteliam

Desculpe-me, mas ontem não consegui chegar ao blogue. Quando encerrei meu expediente, só tive forças para banho e cama. A intenção era madrugar para escrever com a cabeça fresca, e proporcionar a você boa leitura ao primeiro acesso; não consegui.

Então, vamos lá, que o dia segue acelerado.

Jovens voluntários assumem a tarefa no Recife: #Dilma13Coraçao ValenteDeNovo - Foto capturada na página do evento no FB
Jovens voluntários assumem a tarefa no Recife: #Dilma13Coraçao ValenteDeNovo – Foto capturada na página do evento no FB

Por que hoje é sexta, tem panfletagem e caminhada pró-Dilma no Recife. À falta de palanque para a campanha à reeleição da presidenta da República neste segundo turno no Recife, a militância vai à luta, acesa. Ainda bem, chega de luto!

Nesta afinação, vários grupos vão às ruas hoje lembrar aos recifenses o que está em jogo. A juventude petista já está na rua, no cruzamento da Rosa e Silva com Agamenon Magalhães. Outro se concentra na Agamenon Magalhães com Rui Barbosa, em frente ao TRE, às 14:00 horas. Depois, à 15:00 horas, todos seguem para a Câmara Municipal, ao lado da qual sai a caminhada #Dilma13CoraçãoValente.

Custa, mesmo, a crer que a capital pernambucana vá optar pelo retrocesso, votando em Aécio Neves, como quer o PSB e a própria família do falecido. Vai contra as tradições desse povo libertário, forjado na luta contra a injustiça social e a treva política – desde tempos imemoriais.

Ninguém foge à própria história – para o bem ou para o mal.

[A bem da verdade, há na história do Recife períodos de conservadorismo explícito, em tempos mais menos recentes. A capital do estado elegeu prefeitos  da ala direita do espectro. Para ficar no período de redemocratização: Jorge Cavalcante (Arena)/Joaquim Francisco (1982/1983); de novo Joaquim Francisco (PF/1989); Gilberto Vasconcelos (PFL/1990)/Jarbas Vasconcelos (PMDB/1993) e Roberto Magalhães (PFL/1997).]

De qualquer forma, o irmão de Eduardo Campos, advogado e organizador da Fliporto, feira literária internacional que sempre contou com forte respaldo público, saiu à frente, encerrado o primeiro turno. Aguarda-se para este sábado o anúncio da viúva, Renata Accioly, que tem encontro marcado com o Primeiro Neto.

A mídia venal, nacional e local, está em polvorosa.

Luciana com Edilson (D) em evento de campanha no Recife - Foto: Divulgação
Luciana com Edilson (D) em evento de campanha no Recife – Foto: Divulgação
Jean Willys: "O muro não é meu lugar" - Foto: arquivo pessoal
Jean Willys: “O muro não é meu lugar” – Foto: arquivo pessoal

O PSol pernambucano, que fez Edson Silva deputado estadual, com 30,4 mil votos, decidiu apoiar Dilma no segundo turno. Em nota, divulgada no dia seguinte, o partido explica as razões: “Para seguir lutando, para mudar o Brasil! Para derrotar Aécio e o conservadorismo! Por uma oposição de esquerda à Dilma e ao PT! Votamos Dilma!”

Segue na trilha do deputado reeleito Jean Willys, rapaz de fibra, reeleito deputado pelo Rio de Janeiro, com mais de 140 mil votos, anunciou seu apoio a Dilma. Em carta aberta, explicita os porquês. Fundamentalmente:

“Mesmo com todos as críticas que eu fiz, faço e continuarei fazendo aos governos do PT, a memória da época do tucanato me lembra o quanto tudo pode piorar. Por outro lado, Aécio representa uma coligação de partidos de ultradireita, com uma base ainda mais conservadora que a do governo Dilma no Parlamento. Esse alinhamento político-ideológico à direita entre Executivo e Legislativo é um perigo para a democracia.”

Marcelo Freixo, deputado estadual pelo PSol, mais votado no Rio de Janeiro, com 350 mil votos, igualmente: “Com todas as críticas a Dilma, não admito o retrocesso de um governo tucano”.

Nacionalmente, o PSol, que angariou 1,6 milhão de votos com Luciana Genro no primeiro turno, recomendou “nenhum voto em Aécio”, mas também não oficializou apoio a Dilma. Na prática, liberou os filiados e militantes para votar segundo a própria conciência. Deixou claro, aliás, como mostra a fala da candidata a presidência, na coletiva que anunciou a decisão do partido. Como o próprio PIG publicou, aliás:

“O PSOL, os filiados ao PSOL, os dirigentes do PSOL, em hipótese alguma darão algum voto ou qualquer tipo de apoio ao Aécio Neves. Nós não temos absolutamente nada em comum com Aécio Neves que representa esse retrocesso. Nós entendemos que é necessário, portanto, que o PSOL, a partir de se posicionar claramente contrário ao Aécio, mantenha a neutralidade, no sentido de liberar seus militantes, seus filiados, tanto para o voto nulo, voto branco, como para o voto em Dilma. Isso será uma decisão de cada um”, afirmou.

Daí que os “colonistas”, parafraseando o Conversa Afiada, fazem beicinho, também em terras pernambucanas.

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Enquanto isso, o PSB já começa a colher os frutos de sua escolha, fortemente influenciada pela corrente pernambucana do partido – o atual prefeito do Recife, Geraldo Júlio, e o governador eleito Paulo Câmara, duas crias do falecido, por exemplo.

Dilma, Ricardo Coutinho (D) e apoiadores em João Pessoa
Dilma, Ricardo Coutinho (D) e apoiadores em João Pessoa

Na Paraíba, onde o PSB está no segundo turno da eleição para governador, aliado ao PT, Gilberto Coutinho já anunciou o apoio a Dilma, e subiu no palanque com ela. Dilma em João Pessoa na terça-feira, cumprindo um périplo pelo Nordeste, exceto Pernambuco – por motivos óbvios.

Deve acontecer o mesmo no Amapá, onde João Capiberibe também chegou ao segundo turno em aliança com o PT. Aliás, o candidato a governador foi o único voto pelo apoio a Dilma na Executiva do “socialista” – creio que, à essa altura, aspas são perfeitamente cabíveis na denominação pessebista.

A deputada federal Luíza Erundina (SP), reeleita com 177,2 mil votos, que defendia a neutralidade do PSB no segundo turno, assim como o atual presidente Roberto Amaral, classificou a situação como “vexatória” e “incoerente” para quem pregou contra a velha polarização PT X PSDB.

Em entrevista a Carta Capital, ela, que coordenou a campanha de Marina no primeiro turno, não poupou dardos à direção do partido:  “É ainda mais vexatório declarar voto para uma candidatura notadamente conservadora, que defende posições tão contrárias ao que defendemos, como a redução da maioridade penal.”

A vida e o tempo não param.

Um dia iluminado para você, para mim, para todos/as

Dilma e Lula_nAgrego pós-escrito: Ao finalizar esta postagem hoje pela manhã, pensei em escrever “a sangria mal começou” sobre as esperadas, e bem-vindas, defecções pessebistas pós-adesão à candidatura do Primeiro Neto. Faço-o agora.

Marília Arraes, vereadora pelo PSB no Recife e prima de Eduardo Arraes, renovou seu apoio à reeleição da presidenta Dilma no segundo turno. Ela já havia apoiado a candidata do PT no primeiro.

Em sua página oficial no Facebook, ela questiona se “querem transformar o ‘S’ do PSB em apenas uma letra”. Eis o texto:

Será que querem transformar o “S” do PSB em apenas uma letra?

O partido decidiu apoiar o candidato Aécio Neves para o segundo turno das eleições presidenciais em uma manobra que, ao meu ver, coloca o pragmatismo acima da ideologia e visa apenas à busca do poder pelo poder. Não vejo outra explicação para o fato de a legenda (infelizmente, tenho que chamar assim) aliar-se a um partido de direita, que sempre combatemos e que não representa em nada os nossos ideais progressistas e socialistas. Como é possível ignorar todos os avanços sociais do projeto político conduzido por Lula e por Dilma ? Questiono ainda como um partido de esquerda que teve dentre seus quadros grandes líderes políticos do Brasil, por exemplo, Houaiss, Mangabeira e Arraes, pode se unir a uma legenda ligada aos interesses dos mais conservadores, da parcela mais privilegiada de nossa população?

Ao meu ver, o PSB está perdendo o rumo e enterrando os seus princípios. Escutei Miguel Arraes se referir, algumas vezes, a situações parecidas como “caminho da perdição”.
Assim como Erundina, Capiberibe, Roberto Amaral e outros companheiros, não concordo com o posicionamento do PSB.

Tudo isso, só me faz ter a certeza de que, com meus posicionamentos, me mantive do lado em que sempre estive.
Mantenho o meu empenho na reeleição de Dilma Rousseff.

 

 

 

 

 


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