Boletim fraudado em Campina Grande é do Rio de Janeiro

por Sulamita Esteliam

Da série Mentira tem perna curta, o retorno – o  A Tal Mineira apurou:

fraudeO boletim de urna que teria sido fraudado pró-Dilma em Campina Grande, Paraíba é falso. A imagem é de um boletim de urna do Rio de Janeiro, submetido a grosseira maquiagem no photoshop, que apagou algumas informações e agregou outras, segundo a Procuradoria Regional Eleitoral da Paraíba. O procurador Rodolfo Alves da Silva, em pessoa, está cuidando do caso.

A PRE-PB está investigando quem passou os o boletim da urna fluminense para a postagem fraudulenta no Facebook. Mas não tem dúvida da intenção  “clara e inequívoca” de por em xeque a confiabilidade e a credibilidade da Justiça Eleitoral.  E, digo eu, forçar a porta para um terceiro turno.

O perfil usado para  postar “a prova no Facebook também é falso. Mas a fonte do blogue alegou “sigilo” para não confirmar se, de fato, no segundo turno das eleições presidenciais houve um mesário de nome Ricardo Santiago, que responde pela postagem no FB.

A denúncia chegou à Ouvidoria do TRE-PB na data da postagem, terça-feira, 28, via internautas, vários. Esta reles blogueira também o fez, através da página do tribunal no próprio FB. Não obtendo resposta, até hoje, fez o que todo repórter deve fazer: ligou e recebeu a informação de que havia encaminhado para a procuradoria eleitoral investigar.

Não passa de armação grosseira, sujeita ao rigor da lei. A ver.

Do ponto de vista técnico, a possibilidade desse tipo de fraude é difícil. Primeiro porque a urna chega lacrada, segundo porque o presidente da mesa e os outros três mesários são instruídos a chamar o agente do TRE local ante qualquer irregularidade. Teria que ser um complô entre eles para se concretizar. E, por último, há os fiscais dos partidos em disputa, que não piscam.

fraude bUsei esses argumentos no FB (imagem) com quem compartilhou a postagem. Que, registre-se, foi um dos “argumentos” usados pelo candidato derrotado, o tucano Aécio Neves, na representação que seu partido fez com pedido de “auditoria especial” nos votos do segundo turno.

Vexame de mau perdedor.

Inútil. O ministro corregedor-geral da Justiça Eleitoral, João Otávio de Noronha, classificou de “incabível” a ação, e com potencial de arranhar a imagem do país. Para ele, o PSDB não apresenta fatos que possam colocar em xeque o processo eleitoral:

“O problema é que não estão colocando em xeque uma ou duas urnas, mas o processo eleitoral. É incabível. Se você colocar em xeque o sistema eleitoral, aponte o fato concreto que vamos apurar”, arrematou o ministro ao jornal Folha SP, que o Conversa Afiada reproduz.

É impressionante o modus operandi tucano, prescinde do senso de ridículo.

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Postagem revista e atualizada em 01.11.2014, à 01:37: correção da grafia da palavra “photoshop” na quarta linha do primeiro parágrafo.


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