É tempo dos vivos, e do poder da vida!

por Sulamita Esteliam

Um poema de Jomar de Britto, ajuda a sacudir a mesmice do fim de semana pós-eleitoral. Navalha afiada na acomodação mental. Petardo anti-xenofobia. Transe  nacionalístico. Tempo dos vivos e de vida. “De Brasília ao São Francisco”.  Contraponto. O “verbo em processo em permanente criticidade”. Alquimia cidadã.

Obrigada, poeta. Não sei se já lhe disse, mas amo você, Jomar.

Imagem capturada no Twitter @ALuizCosta
Imagem capturada no Twitter @ALuizCosta
 VELÓRIO POÉTICO: O QUE É ISTO?

Jomard Muniz de Britto, JMB
Investigar tudo ou inventariar o nada.
Doa em quem doer, o PAPA pode ser POP
e Deus continua brasileirinho da Silva.
Para escapar das selvas e esquizo-análises.
País dividido. Promessas multiplicadas.
– “Não é tempo de mortos / é tempo de vida
e de vivos”.
– “Novembro é um alquimista / que faz
transformações quase impossíveis”.
O poeta-filósofo Daniel Lima nos arrebata.
Acreditar na palavração de Paulo Freire:
D I Á L O G O. Nosso educador em transe:
homenageado, negociado ou desconstruído?
Salve-se quem souber do verbo em processo
de permanente criticidade. PÓS-TUDO.
Diálogo para investigar TODOS:
do Príncipe da Sociologia aos precipícios,
dos familiares aos familionários,
das redes sociais às utopias socialistas.
Dos que fingem NADA SABER aos barrados
pela coragem da fazer autocrítica.
Gentileza gera Gentileza?
O RJ continua lindo!
Grosseria gera dialogismo?
De Brasília ao São Francisco.
Vidas Secas em São Bernardo.
Velório de contraDICÇÕES.
Continuar apostando na CREDIBILIDADE?
Novas classes média flutuando pelo TRANS
capitalismo das novelhas multidões.
Futebolísticas multidões.
Multicarnavalescos do planetário.
Multimídias evangélicas em neonconversões.
Multidões afro-brasileiras dos Orixás.
Indigentes multidões indígenas.
Onde foram (dis)parar as multidões
(ex)solitárias nas lutas e lutos dos
classiFICANTES? Velório da poeticidade.
Esquecer as cúpulas partidárias além do
bem e do mal das cópulas transgenéricas.
O filme SETE CORAÇÕES veio ultrapassar
os recalques nordestinados & outros diante
dos AXÉS, longe dos Pelourinhos.
Mas Naná Vasconcelos jamais perderá
o bonde nem o bode das historiografias.
JANELAS do cinema entre a inocência da
CASA GRANDE e o fulgor das
NOITES TRAIÇOEIRAS.
Velório para transcender e atualizar
o VAMPIRISMO de nossas brasilidades.
Recife, novembro de 2014.

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