Já se disse: a primeira vez a gente não esquece

por Sulamita Esteliam

galoCopa do Brasil

Tive um dia abençoado, ontem – por todos os ângulos. Passei boas horas com minha neta, Larissa Estelian, que não via desde o reveillon. Foi buscar-me no aeroporto, com a mãe e as irmãzinhas. Gentileza que repetem cada vez que aterrizo por aqui.

Deixaram-me em casa da amiga-irmã, Ana Karla Dubiela, onde estou ancorada. Larissa ficou comigo, e trocamos figurinhas emotivas, familiares e literárias manhã adentro. O amor, também, pela literatura nos mantém conectadas, à revelia da distância física.

Almoçamos as três. Depois, Euzinha e a neta batemos perna até a exaustão – minha, pois que aos 16 anos e uma caneta de um metro, senão mais, é até covardia. Como nossas ocasiões juntas são muito raras, fazemos concessões, parte a parte… Deixo a ela a escolha do programa.

Resultado: fui parar num mega shopping, mas o meio de transporte foi o ônibus.  Para meu espanto, ela usou o serviço pela primeira vez, na cidade onde nasceu e vive… Só mesmo uma avó pé-rapada poderia propiciar-lhe a experiência, comum a 34% dos brasileiros e brasileiras, dos/as 61% que sofrem o transporte coletivo no país.

Sinal dos tempos. Sei bem que não é a única – meus netos no Recife, também, não usam o meio para se mover.  Questão de segurança, pregam as famílias respectivas. Mas me pego a revirar meus botões perplexos: como evitar o estranhamento do outro, se não partilhamos seus fazeres, e costumes, e meios!?

Não, não vi o meu Galo ser campeão da Copa do Brasil. Estou em Fortaleza, CE. Ana Karla, militante na comunicação e nas letras, como eu, não gosta de futebol. Não poderia ser descortês com minha anfitriã.

Mas confesso que dormi tranquila. Tinha certeza de que esse campeonato era nosso. Acordei, pois, muito feliz com o meu time de coração. Sei bem que não tem preço vencer um desafio pela primeira vez. Quanto mais, carimbada a faixa do campeão do Brasileirão.

Todavia, com todo o respeito aos discordantes, temos mais é que celebrar a fase única do futebol mineiro. Desde o ano passado, não tem para ninguém. O Atlético está de parabéns, e o Cruzeiro também. Só falta o Ameriquinha garantir o retorno à Série A.

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PS: A ausência no blogue em plena quarta-feira se explica pelas razões acima.

 

 

 


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