O ‘jornalismo’ brasileiro em 12 frases, e a zika…

por Sulamita Esteliam

Desde a última sexta-feira ando meio quebrada na emenda, como diz meu companheiro. Mas hoje a coisa piorou, e mal consigo manter os olhos abertos, tamanha dor de cabeça e nos olhos. O  corpo mais parece couro de sapo, e só gelo alivia as dores nas costas e nas articulações superiores. Não há febre, ainda, mas a sensação de empachamento é quase mortal – bem próximo dos sintomas que se tem ao ler, ouvir ou assistir ao PIG.

Mas creio que estou com Zika, ou algum parente próximo.

Resumo da ópera: não tenho condições de escrever.

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Charge capturada no Conversa Afiada

 

 

 

 

 

 

Para não deixar passar batida a segundona, compartilho 12 frases cunhadas (no bom sentido) pelo jornalista Paulo Nogueira no DCM, que ele edita. Definem o jornalismo brasileiro desses tempos nebulosos, e desde há muito. Transcrevo:

 

1) O pior analfabeto é o que lê a Veja.

2) A Globo não resolve nem o problema da novela das 9 e acha que tem a fórmula para resolver o problema do país.
3) O surdo irremediável é o que ouve a Jovem Pan.

4) Não dá para confiar mais nem na exatidão do dia que aparece na Folha.

5) Fé obtusa é acreditar não nos pastores evangélicos, mas nos editores do Jornal Nacional.

6) Os barões da imprensa merecerão respeito no dia em que aprenderem a fazer uma legenda.

7) Numa redação, você tem inteira liberdade para dizer sim, sim ou mesmo sim.

8) Jornais e revistas exigem toda sorte de corte de gastos do governo, excetuada a publicidade que é colocada neles.

9) O mundo fica subitamente melhor quando você não abre um jornal.

10) Não há uma pastilha na sede das Organizações Globo que não tenha sido fruto de dinheiro público.

11) Um macaco teria feito a Globo ser o que é, tantas as mamatas que Roberto Marinho recebeu dos governos.

12) Nenhum dono de jornal passaria num bafômetro que medisse a parcialidade.

 

Boa semana para você.


2 comentários sobre “O ‘jornalismo’ brasileiro em 12 frases, e a zika…

    1. O peso nas costas ainda está desproporcional e as pipocas ainda não desapareceram completamente, mas já estou bem melhor, sim, irmã, obrigda.. Hj até encarei uma faxina básica na cozinha, para testar a prontidão…

      Quanto ao blogue, ainda tem muito o que fazer, mas vamos devagarinho que o andor está com cupim, hehehe…

      Xêros.

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