Cegueira coletiva tem limite: Dilma, Lula, o povo e a legalidade

'Cegos', performance do Desvio Coletivo em Fortaleza - Praça Portugal, na Aldeota - Foto capturada no FB/Jornalistas Livres
‘Cegos’, performance do grupo Desvio Coletivo em Fortaleza – Praça Portugal, na Aldeota – Foto capturada no FB/Jornalistas Livres
por Sulamita Esteliam

Esta sexta foi mais um dia em que o povo foi às ruas em defesa da legalidade, da democracia e contra o impeachment, que, é bom frisar, nas condições propostas, é golpe. E  a presidenta Dilma faria um pronunciamento à Nação, em cadeia de rádio e TV. Faria.

Mas refluiu, por aconselhamento da AGU – Advocacia Geral da União, para evitar interpretações outras. Até porque, os abutres de plantão, tão logo se anunciou o que viria, recorreram à Justiça. Para calar a verdade, silenciam a presidenta da República. O que não farão conosco, com você, comigo, quando e se reassumirem o poder?

A Justiça, nos últimos tempos, está sempre pronta a atender qualquer um que requeira obstar o atual governo. As exceções só confirmam a regra. E aí, recorro, em livre apreensão, à fala da filósofa Marilena Chauí, em ato pela democracia: “Não se trata mais de defender o Estado democrático de direito. É o Estado de direito que está em risco. A democracia já foi violada”.

Haja vista a postura controversa do STF, guardião da Carta Magna e, no definir de um dos seus ministros, Marco Aurélio Mello, “o último reduto da cidadania”. Permite que um réu, condição definida pela Corte, conduza o processo ilegítimo de cassação do voto popular.

Só mesmo no Brasil ameaçado em seu Estado de direito, uma presidenta honesta não só é indicada ao impedimento, sem base legal, como é silenciada no seu legítimo direito de dirigir-se ao povo para quem governa.

Pois bem. Até bem tarde da noite, o governo avaliava a oportunidade, sem demérito das interpretações e decisões judiciais – porque liminar houve para vetar-lhe a palavra -, se liberaria o pronunciamento, gravado pela manhã, para a Internet.

Ao fim e ao cabo, ei-lo, porque temos o direito à livre expressão e à verdade. Capturei no Conversa Afiada, que postou o vídeo no Youtube:

 

 

Registre-se que, nesta sexta, quando a Câmara dos Deputados abriu a discussão em plenário sobre o processo a admissibilidade ou não do processo de impeachment da presidenta Dilma Roussef, o PIG michou. Usou seus colunistas, mais ou menos simpáticos, para reverter os prognósticos em torno dos resultados da votação.

Ora, ora, ora… O que venderam e tentaram impor como favas contadas não se sustentava na realidade política, a despeito da gravidade. E, agora, é preciso ajustar para o vexame não engolir a cria.

Há dois vieses a se considerar. O primeiro é que, onde há ser humano, a aritmética capenga; dois e dois podem ser cinco. Além do que, o que parte de falsa premissa, fraude é. “Existe alguém mais corrupto do que eu!?”

A outra é que uma hora o espelho acorda, quem chega pelo voto, a cada quatro anos depende das urnas. Quem vai votar no caçador de 54 milhões de votos?

O ex-presidente Lula, que passou a semana em conversas com lideranças políticas, também gravou um vídeo, divulgado pelo Instituto Lula, em quem fala ao povo brasileiro e aos deputados responsáveis pelo futuro de um Brasil respeitado pela solidez de suas instituições. “Fora da democracia, o que vai existir é o caos.”

 

 

No mais, brasileiras e brasileiros com senso de responsabilidade e pertencimento estão nas ruas, nos sete cantos do país, com o recado alto e claro: #GolpeAquiNãoPassa.

 

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Postagem revista e atualizada às 09:23 h: correção de erros de digitação e ortografia em diferentes parágrafos; eliminação de palavras repetidas.

 


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