Criatividade, articulação e atitude contra o golpe: #nãopassarão!

Luciana Santos (PCdoB), deputada por Pernambuco mostra o documento que cria a Frente Parlamentar Mista em Defesa da Democracia - Foto: Lucio Bernardo Junior / Câmara dos Deputados/Fotos Públicas
Luciana Santos (PCdoB), deputada por Pernambuco, mostra o documento que cria a Frente Parlamentar Mista em Defesa da Democracia – Foto: Lucio Bernardo Junior / Câmara dos Deputados/Fotos Públicas
por Sulamita Esteliam

A Tal Mineira reúne alguns vídeos estimulantes para a compreensão do que move milhões de brasileiras e brasileiros que se colocam contra o golpe.

Pois de golpe se trata, bom insistir, o processo de impeachment contra a presidenta Dilma Roussef, cuja aceitação ou recusa começa a ser votada nesta sexta, 15 de abril, no plenário da Câmara dos Deputados, avançando até o domingo 17.

Um processo que só tem feito paralisar o país, e cujo efeito, muito longe de resolver o problema da crise econômica e política, só a cristaliza. Além de sacralizar o Brasil como uma eterna republiqueta de bananas, incapaz de conviver e respeitar regras democráticas.

Antes, é importante dizer que esta escriba quebrou o relógio, na tentativa de driblar a inépcia técnica na incorporação de vídeos fora do santo Youtube. Só conseguiu com o auxílio luxuoso das habilidades do primo-sobrinho, e colega Ismael dos Anjos, em passagem de trabalho pelo Recife. Geração tecnologia é outro papo.

Sim, registro essencial do dia: dois importantes mantiveram acesas a esperança e a confiança de que o golpe não passará.

1) A Frente Parlamentar Mista em Defesa da Democracia no Congresso conseguiu reunir 186 assinaturas de deputados e mais 32 de senadores contra o golpe, e protocolou o documento na mesa da Casa; são necessários 172 votos para barrar o processo na Câmara. A ação teve as deputadas do PCdoB, Luciana Santos (PE), presidenta do partido, e a incansável Jandira Feghali na liderança. Clique para conhecer os integrantes da Frente.

2)  A AGU – Advocacia Geral da União entrou no Supremo com mandato de segurança para anulação da admissibilidade do processo de impeachment, por “conter vícios que violam os princípios do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa”.

Bom não esquecer que o que o plenário da Câmara vota no domingo 17 – caso o STF não conceda a liminar de anulação solicitada pelo governo – não é o impedimento, mas a aceitação ou não do processo. Se aceito, é encaminhado ao Senado, a quem cabe o julgamento.

Dito isso, vamos aos libelos à cidadania; quero dizer, aos vídeo:

  •  Um testemunho lapidar do efeito das políticas públicas e de negação do golpe

Comecemos pela performance da Suzane da Silva no Encontro da Educação com Dilma Roussef, no Palácio do Planalto, na terça, 11. Negra e pobre, estudante de Medicina que entrou na universidade via ProUni e política de cotas. “A casa-grande surta quando a favela é médica.”

O vídeo, postado no perfil de Dilma no Facebook tem quase 1 milhão de visualizações.

Pelo amor, assista. São 3:54 minutos que valem uma vida. Se já viu, assista de novo e reflita sobre o que é meritocracia e autoestima (se travar, avance o cursor e retome do ponto que parou, aí flui…):

 

 

Nem a Globo resistiu à performance de Suzane. Exibiu o vídeo da NBR na íntegra, e o mantém em seus arquivos – o que a NBR só fez em parte, no Youtube, diga-se. Incompreensivelmente, o Blog do Planalto publicou a matéria, mas não o vídeo.

Depois Euzinha é que sou implicante.

 

  • Criatividade, sem adereço e com o apelo de cidadania

Depois do Samba da Democracia, de Beth Carvalho – “Não Vai ter Golpe de Novo/reage, reage meu povo…” – dois raps e um funk contra o Golpe. Vamos combinar, bom demais.

 

Artista do metrô-SP convida à reflexão: “(…) Será que vale à pena ver de novo o mal que ainda tem raiz?”

 

 

 

Ava Rocha, Chico César e uma galera: “Não, não, golpe não/quem não teve voto tem que respeitar”

 

 

 

Chico Santa Cruz e Flávio Renegado: “O povo mandou avisar/se a favela descer, ninguém vai segurar”

 

 

 

  • Se a arte não basta, Jean Wyllys tem argumentos irrefutáveis:

 

Recorro ao deputado do PSol-RJ, didático como poucos, para explicar de novo por que esse impeachment é golpe:

 

 


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