Truculência da PM mineira inclui prisão de jornalista

A repórter Verônica Pimenta é diretora do Sindicato dos Jornalistas - Foto: Kerison Lopes/SJPMG
A repórter Verônica Pimenta é diretora do Sindicato dos Jornalistas – Foto: Kerison Lopes/SJPMG
por Sulamita Esteliam

Há uma máxima, dos tempos bicudos do totalitarismo que diz que “o pior da ditadura é o guarda da esquina”.  E a pior herança daqueles tempos, ora revividos no golpe em curso que rasgou a Constituição,  Cidadã, não há dúvidas, é uma corporação chamada Polícia Militar.

Pois bem: hoje a truculência que é o cartão de visitas da tropa aprontou mais uma, e prendeu uma jornalista em pleno exercício do trabalho, Verônica Pimenta, da Rádio Inconfidência, uma emissora pública. Deu-se em Minas Gerais, estado onde isso é inadmissível, já que governado por Fernando Pimentel, do PT.

Verônica cobria a ação policial no despejo das comunidades  Maria Vitória e Maria Guerreira, na região de Venda Nova, nesta segunda-feira, 20. Foi impedida de trabalhar e conduzida até a delegacia para tomada de depoimento.

Não é a primeira vez, e o governador deve explicações sobre as ações de seus comandados.

Assista ao vídeo publicado na página do Sindicato dos Jornalistas de Minas, que denunciou a atitude à Ouvidoria da PM e vai fazê-lo, também, junto à Corregedoria da polícia:

 

Eis a nota divulgada pelo SJPMG:

 

Nota Oficial: Sindicato repudia mais uma violência da PM contra jornalista

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Minas Gerais vem a público repudiar veementemente mais uma ação arbitrária e ilegal da Polícia Militar de Minas Gerais contra o trabalho dos jornalistas, que desta vez atingiu a repórter Verônica Pimenta, da Rádio Inconfidência.

Verônica foi detida e conduzida a uma delegacia por policiais militares quando cobria o despejo de moradores das ocupações Maria Vitória e Maria Guerreira, na região de Venda Nova, na manhã desta segunda-feira 20/6/16. Não foi um ato isolado, ele se soma a outras ações arbitrárias e violentas cometidas contra os jornalistas nos últimos meses.

No dia 29 de dezembro de 2015, os jornalistas da TV Alterosa que paralisavam o trabalho foram surpreendidos pela presença intimidadora de mais de 100 policiais da Tropa de Choque da PM na porta da emissora. No dia 12 de agosto de 2015, jornalistas foram atingidos por balas de borracha e gás de pimenta quando cobriam manifestação de estudantes pelo passe livre no centro de Belo Horizonte. Durante as manifestações populares da Copa do Mundo, vários episódios semelhantes já haviam ocorrido.

O Sindicato tem sistematicamente denunciado essas ações ilegais e agido junto às autoridades para que elas sejam punidas e não se repitam. Nenhum resultado no entanto foi obtido até hoje, o que mostra que estamos diante de uma PM fora de controle, que conserva ainda métodos da época da ditadura. Uma polícia que precisa ser desmilitarizada para obedecer ao comando do governo civil e se integrar definitivamente à democracia.

Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Minas Gerais

A PMMG também se manifestou, oficialmente, sobre a arbitrariedade. Clique pra ler a nota.


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