Boulos depois da prisão: ‘Não vão conseguir nos intimidar’

20170117-guilherme-boulos-preso-1por Sulamita Esteliam

Guilherme Boulos é jovem e promissora liderança, forjada nas lutas pela causa da maioria ultrajada em seus mínimos direitos, como o direito à moradia digna.

É um Lula em gestação. Por isso mete medo.

É líder na resistência à retirada de direito mínimos, à desfaçatez e ao arbítrio.

Foi preso não apenas por opor-se à violência contra famílias sem teto, despejadas à força de bombas defeito moral, cacetetes e armas de toda sorte.

Desobediência civil, legítima.  Por isso foi preso.

Prisão política, não do tipo do guarda da esquina que se vale do regime opressor para impor sobre outrem suas próprias misérias humanas, de animal automatizado.

Prisão politica pelo conjunto da obra. Boulos intimida com a força da razão e a capacidade de aglutinar.

Provou-o nos últimos anos a liderar a gente humilde das periferias de São Paulo. Provou-o a levar essa mesma gente às ruas em defesa da legalidade democrática. “O golpe é contra nós, contra nossos direitos”, alertava.

O intuito, burro, de desestimular a resistência às trevas do totalitarismo, imposto a partir do golpe fraudulento. Vã tentativa de esmagar a tomada de consciência do Zé Povinho sobre o chicote no lombo de quem sempre toma.

A pergunta que os senhores que tomam de assalto o poder devem se fazer é se precisam de mais um líder carismático e destemido sob a capa de herói vitimado.

Não basta Lula, cuja imagem tentam destruir há anos, e cuja força só faz crescer no imaginário popular? ]

Não basta Dilma, mulher honesta e de fibra, a despeito disso enxovalhada e destituída do mandato legítimo para ascensão de você sabe quem(s) e de que nível, transformada em heroína da resistência?

A prisão de Bolos na manhã desta terça gerou forte reação dos movimentos sociais e políticos de esquerda, via redes sociais.

A presidenta Dilma Rousseff divulgou nota de repúdio à arbitrariedade, que “fere a democracia e criminaliza da defesa dos direitos sociais”.

O ex-presidente Lula também empenhou sua solidariedade pública ao líder do MTST – Movimento dos Trabalhadores Sem Teto, assinalando que “a luta para que todos tenham direito a moradia digna é parte essencial na construção de um Brasil melhor”.

Guilherme Boulos foi solto depois de 10 horas de detenção e interrogatório.

Algumas de suas frases na coletiva de imprensa no início da noite – transcritas em matérias do Brasil de Fato e do Brasil 247:

“Eu fui indiciado pela polícia de São Paulo pelo crime de resistência. Pra mim, resistência não é crime. Crime é despejar 700 famílias sem ter alternativas.”

“Foi uma prisão política, é evidente. Alegaram incitação à violência. Eles despejam 700 famílias com violência e eu é que incito a violência? Atribuíram a mim coisas que não aconteceram, por isso é uma prisão descabida”.

“Quero dizer que não vão conseguir nos intimidar. A luta só vai crescer, só vai aumentar a cada gesto fascista, a cada gesto ilegal, abusivo, como essa prisão de hoje.”

 

 


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