Exposição e memorial para não esquecer que a História se repete como farsa

por Sulamita Esteliam

Se você tem menos de 50 anos, mais do que as gerações mais velhas como a minha, precisa visitar a exposição Desconstrução do Esquecimento: golpe, anistia e justiça de transição está aberta à visitação pública até o próximo 31 de agosto, no Espaço Cultural da UFMG, no Centro de Belo Horizonte. Era para encerrar-se a 31 de julho, mas a mobilização dos ativistas pela memória conseguiu mantê-la aberta por mais um mês.

Para começar, assista ao vídeo produzido pelo Outras Palavras, programa do SindUTE – Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado de MG:

Outro se é que o melhor lugar para a mostra política deveria ser o Memorial da Anistia Política, no Coleginho, lá onde o Santo Antônio se encontra com o São Pedro, na Zona Sul. Ali, onde muitos da minha geração e outras anteriores e posteriores entenderam a importância da luta política. Tempos e local em que frequentamos e aprendemos a amar a Fafich, há alguns anos transportada para o Campus na Pampulha.

A iniciativa do Memorial é de 2011, tomada pelo Ministério da Justiça em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais e com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento. Foi criada uma Associação dos Amigos do Memorial da Anistia, inicialmente com cerca de 250 pessoas – aqui no blogue.

Mas, como vive a nos lembrar a presidenta Dilma Rousseff, a legítima, o golpe do mordomo e sua camarilha é também contra a memória e a verdade.

Assim, o fluxo de verbas secou. Mais uma obra do desgoverno em liquidação, já que o Brasil, que se arvorou em colocar nos eixos, ele já liquidou.

O amigo Betinho Duarte, ex-vereador pelo PT, ex-presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte e um dos coordenadores do projeto, lançou no Facebook o SOS Memorial da Anistia Politica. A intenção é sensibilizar os moradores da capital, a começar pelos habitantes do Bairro Santo Antônio, e depois chamar para conversar possíveis parceiros do projeto.

Betinho explica o porquê do chamado, e diz o que não pretende:

“Os golpistas paralisaram a obra. Não querem o Memorial pronto porque muitos apoiaram a ditadura e outros defendem a volta dela. Meu receio é que o que está construído vire sucata ou venha a ser vendido. Queremos o término das obras. Não pretendo nada em relação aos golpistas, pois não os aceito como autoridades.”

Há alternativas. A ideia é que governo de Minas e a Prefeitura de Belo Horizonte se junte à UFMG para terminar a obra do Memorial.

Agrego um vídeo que traz reflexões sobre a importância da memória na construção de um povo:

 

 

 


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