Dilma, sem rapapés, lembra ao Globo seu papel no golpe e no desmonte do país

por Sulamita Esteliam

É o que eu sempre digo, desliga a Globo que o país  melhora. E o jornal, que outrora mantinha uma certa aparência de pudor, faz tempo se equipara à emissora que se acha a palmatória do Brasil, enquanto a organização da qual é ponta de lança, se locupleta em malfeitos de toda sorte.

O A Tal Mineira faz questão de publicar a nota da Assessoria de Imprensa da presidenta Dilma Rousseff, a legítima, divulgada no sábado, 23, início da primavera.

Mas, como na canção de Renato Russo, sucesso na voz de Cássia Eller, mudam-se as estações, nada mudou.

Abstenho-me de alongar a prosa sobre a necessidade imperativa de regulação da mídia, a exemplo do existe em países ditos civilizados, como a Inglaterra, por exemplo.

É vital reduzir o estrago da artilharia plutocrata, que tem na mídia venal seu pelotão de fuzilamento de reputações, a seu bel prazer.

O PT fugiu da raia, e agora reconhece que vacilou.

Todavia, é muito bom ter de volta Dilma sendo Dilma, mineira-gaúcha com a faca na bota.

Contra Dilma, Globo se investe do papel de polícia, promotor e juiz

Jornalismo de Guerra que mira a ex-presidenta mostra autoritarismo da empresa e a adesão de primeira hora à conspiração que resultou no Golpe de 2016 e na ascensão de Temer

A propósito do editorial “Papel de Dilma ganha espaço na corrupção”, publicado pelo jornal “O Globo” neste sábado, 23 de setembro, a Assessoria de Imprensa da presidenta eleita Dilma Rousseff responde:

1. O Grupo Globo vem se investindo de forma ilegítima – e por razões inconfessáveis – em poder judiciário. Tenta de qualquer jeito manchar a honra da presidenta eleita Dilma Rousseff. Para isso, vem assumindo um papel pretensioso para o qual não tem investidura nem legal nem ética.

2.  A empresa demonstra absoluto descompromisso com a ética jornalística exigida para o desempenho da nobre função de informar. Tanto que volta ao Jornalismo de Guerra, promovendo os assassinatos de reputação como quem distribui brindes em bancas de revistas.

3. Pródigo em se posicionar de maneira contrária aos governos do PT, o Grupo Globo tem um longo histórico de adesões aos golpes contra a democracia brasileira. E, como no passado, se arvora a assumir o papel de polícia, promotor e juiz. Condena sem provas, acusa sem ouvir o outro lado, promove um linchamento sistemático e odioso, manchando reputações em nome de um padrão moral que não possui e de compromissos com o país que jamais teve.

4. Depois de demonizar a presidenta eleita Dilma Rousseff, lançando mão de toda sorte de ataques antes, durante e depois de sua reeleição, assumindo inclusive um papel decisivo na construção do seu impeachment, o Grupo Globo se esmera agora em distorcer a realidade.

5. Dizer que a presidenta beneficiou o grupo de Eduardo Cunha e o “quadrilhão do PMDB” em esquemas de corrupção na Caixa Econômica é mentir mais uma vez para o público. A empresa rasga os fatos e encobre o seu próprio papel no impeachment e ainda no acordo que permitiu a ascensão do peemedebista – agora preso – à Presidência da Câmara dos Deputados, talvez em troca de um bloqueio à lei de regulação econômica da mídia.

6. Sobre o método de lançar acusações sem provas, promovendo julgamentos antecipados, basta apontar que o Grupo Globo chegou a editar fotos na capa do jornal, recentemente, induzindo o leitor a falsas conclusões. E, ainda, condenou Dilma mesmo ela já tendo sido absolvida, como no caso de Pasadena.

7. Vale lembrar que a condenação por tribunais midiáticos resulta muitas vezes na absolvição pela Justiça e pela História. Já o papel anti-democrático de empresas jornalísticas como a Globo é sempre lembrado pelo povo, que não esquece a raiz do fascismo nas hostes dos falsos moralistas de plantão. Depois, não adianta pedir perdão.

 

ASSESSORIA DE IMPRENSA
DILMA ROUSSEFF


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