Dilma ao Tijolaço: o golpe, a cultura de privilégios, a mídia oligopolizada, 2018 e o reencontro do Brasil com a democracia

por Sulamita Esteliam

O Tijolaço, do incansável e arguto colega Fernando Brito entrevistou a presidenta Dilma Rousseff, a legítima, no final da semana passada. O fruto está publicado no blogue em quatro atos, com vídeo e transcrição em texto. A Assessoria de Imprensa dela compartilhou, via zap-zap, ainda no sábado, mas não tive como transcrever.

Brito, que, como esta reles escriba, é um faz-tudo no Tijolaço, não esteve sozinho na empreitada. Na entrevista, no Rio, de mais de três horas, contou com a participação da jornalista Beth Costa. Ela é secretária-geral da Fenaj – Federação Nacional dos Jornalistas, e foi a primeira mulher a presidi-la em gestões posteriores às duas em que estivemos juntos na mesma direção; isso no final dos 80, início dos 90 do século passado.

Na edição detalhada, o editor do Tijolaço teve ajuda de outros colegas, nomeados na primeira parte publicada da conversa. Mutirão importante numa publicação essencial.

Dilma analisa todo o processo do golpe e as deformações institucionais a que assistimos, atônitos. Um golpe inaugurado com a fraude do impeachment e que, na visão da presidenta golpeada, está em sua segunda etapa: a destruição dos direitos sociais e dos trabalhadores, na venda do patrimônio público e na entrega da soberania nacional.

O próximo é a tentativa de se impedir a participação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições de 2018, seja pelo impedimento judicial, com sua condenação em segunda instância, seja por modificações esdrúxulas nas regras do jogo que excluam a ampla participação popular na escolha do destino do seu País.

Tudo com o desvirtuamento do Estado democrático de direito e do Estado de Direito, onde justiça e mídia se tornam o amálgama inquisitório, a serviço de interesses inconfessáveis.

Aliás, a presidenta não se furta a dizer com todas as letras sobre a necessidade de regulação da mídia, que ela traduz como “regulação econômica”, através da quebra do oligopólio, para garantir o direito à informação e a pluralidade na comunicação.

Longe de comparar-se com um blogue da importância e audiência do Tijolaço, anão reconhecido que é o A Tal Mineira, devo registrar que este blogue está na fila, que parece interminável, para entrevistar a presidenta Dilma; faz bem um ano e meio.

Enquanto esse dia não chega – e confiamos que chegará – pega carona com os amigos e que tais para contribuir na difusão do combate ao pensamento único veiculado pela mídia venal e pelos robozinhos da ultradireita.

Obedeço o esquema da edição original e transcrevo por partes a exclusiva do Tijolaço/Fernando Brito. Para não alongar, o texto pode ser lido clicando no link logo abaixo do título sintético de cada ato:

Parte I: Quando a mídia se arvora em Judiciário

ou “Programa Social não é programa de auditório”

 

Parte II: Democratizar a mídia é quebrar o monopólio

ou “Desconfio que barrar a regulação da mídia foi acordo com Eduardo Cunha”

 

Parte III: Eleições, política de alianças e o reencontro do Brasil

ou “Com eleição sem Lula, Brasil Brasil não se pacifica”

 

Parte IV: Cultura de privilégios, reformas e o dilema da ilegitimidade

ou  “O governo ilegítimo não pode mexer na Previdência


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