O império contra-ataca e reforça que é golpe no Brasil, sim!

por Sulamita Esteliam

Quase em êxtase, o resumo do dia de O Globo, plataforma digital da locomotiva do golpe, também conhecida como Organizações Globo, apregoa o que chama de “as derrotas de Lula”, na noite da quarta-feira, 11. Refere-se à coleção de negativas que a defesa do ex-presidente tem colhido aos pedidos de libertação de Lula junto à república de toga, desde o furdunço do domingo, 8.

A capa da versão do jornal da famiglia Marinho na internet corrobora. Abaixo da manchete – naturalmente a vitória da Croácia sobre a Inglaterra na primeira partida das semi-finais do Mundial 2018, na Rússia – as quatro chamadas do canto esquerdo do que seria a primeira dobra se fosse um impresso, são dedicada ao caso Lula da Silva.

Na verdade, não só a defesa de Lula. Só o STJ – Supremo Tribunal de Justiça recebeu nada menos do que 248 pedidos autônomos de habeas corpus para Lula desde então. A desembargadora-presidente, Laurita Vaz, de currículo de causar inveja a um oficial da antiga SS, negou-os todos: 143 na terça, o restante na quarta. O argumento é de que teriam “natureza política”.

São apenas dois exemplos da contraofensiva do império midiático e togado, que se dedicam com afinco a forjar a opinião pública aliançada contra as tentativas, legítimas, de se libertar o cidadão Luiz Inácio. Criminalizá-las para justificar a lambança que tem protagonizado a parcela do Judiciário que está a serviço do golpismo.

Quando o fazem, passam recibo de que sentiram a estocada do PT, direto no fígado da Lava Jato e da casa-grande, o que leva a crer que “as derrotas de Lula”são apenas aparentes.

O jogo tem prorrogação e vai aos pênautis, quantas vezes for necessário. A ver qual o time dispõe de mais fôlego e torcida.

Até a juíza da Execução Penal, cuja função o próprio nome indica, se arvorou a manifestar-se sobre a condição do ex-presidente como “inelegível” pela Lei da Ficha Limpa. E pode!?

Não deveria poder. Todavia, exorbitar competência é próprio desses tempos sombrios e do que se tornou o Judiciário nativo. Sobretudo quando se trata de Lula e do PT.

Afinal, não se governa um país por 14 anos impunemente. Quando mais quando isso o torna louvado internacionalmente e favorito inconteste nas urnas.

Ora, a sentença de Lula ainda não transitou em julgado, pois há recursos em trâmite nas estâncias superiores. Além do que, cabe ao TSE examinar esse aspecto, e somente após o registro da candidatura, e se provocado –  o que, convenhamos, fatalmente ocorrerá.

Imagem capturada no blogue do Marcelo Auler

Carolina Lebbos pronunciou sua douta opinião ao negar todos os pedidos de entrevista protocolados por veículos de mídia, venal e alternativa. Pedidos que, dormitavam na gaveta da Vara de Execuções Penais desde o início de maio.

É o que mostra a reprodução ao lado, da garimpagem do colega Marcelo Auler, postada em seu blogue,

Ao despertar do sono esplêndido, observa o repórter investigativo de boa cepa, confirma o que a organização togada, regida pela chamada república de Curitiba, nega ao desespero: há, sim, motivo novo, do ponto de vista jurídico, a justificar o habeas corpus que escancarou a articulação para manter Lula sequestrado na carceragem da Polícia Federal.

A íntegra de decisão aqui, via Tijolaço, que na manhã da quinta estampa a manchete vibrante de O Globo como espantosa contradição de quem, teoricamente, apregoa a liberdade de expressão e, necessário assinalar, dela se serve como bem se lhe aprouvem: “A imprensa que comemora o silêncio”.

E é o mesmo Marcelo Auler quem vai atrás de documentos que comprovam a inaudita regência. Segue a trilha do relato de repórter de O Globo, depois retirada do ar pelo jornal, que antes de fazê-lo já modificara o título objetivo e real, mas o rastro ficou em cache, veja:

Em outra reportagem, Auler desnuda os bastidores que sustentaram o descumprimento da ordem judicial emitida pelo desembargador Rogério Favreto nas primeiras horas da manhã de domingo.

Imagem do blogue Marcelo Auler

Reproduzo ao lado a imagem da ocorrência 564-018, registrada pelo agente de plantão. Como observa Auler, omite, deliberadamente, a presença dos deputados Paulo Pimenta (RS)e Waldir Damous (RJ), autores do HC junto com Paulo Teixeira (SP), todos do PT. Estavam acompanhados de dois outros advogados, cujo registro também omite.

Mas anota os telefonemas do inquisidor Sérgio Moro e do parceiro Thompson Flores, presidente do TRF-4, em obstruçáo absolutamente indevida. Confira os detalhes aqui.

Enquanto isso, a diligente procuradora-Geral da República, Raquel Dodge, decide ingressar no STF com pedido de investigação de conduta do desembargador Rogério Favreto “por prevaricação”. Ela sustenta que Favreto “agiu para satisfazer interesse ou sentimento pessoal”, uma vez já foi filiado ao PT.

No Twitter, Gleisi Hoffmann, presidenta do partido, questiona:

“Por que a PGR toma partido assim? Por que não investiga Moro, que, mesmo de férias, mandou desrespeitar uma decisão de instância superior, interviu administrativamente na PF, não observando o devido processo legal? Que é isso doutora?!”

No Conselho Nacional de Justiça, nada menos que oito pedidos de providências contra o desembargador Favreto, estão protocolados por um grupo de 100 membros do Ministério Público.

Resposta à denúncia ao CMJ de Moro e dos desembargadores João Gebran Neto e Thompson Flores feito pelo moimento Advogados pela Democracia. Detalhe: quem preside o conselho é ministra Carmen Lúcia, presidente da Suprema Corte.

É…, a turma da república (i)Moro(al), como diz meu amigo pernambucano Rui Sarinho, não brinca em serviço.

Afinal, golpe é golpe.

Comentário de um amigo jornalista, esse mineiro, que também é advogado em atividade, e vai ao ponto :

“O massacre, que começou na segunda, é o maior até agora, vindo do Judiciário e reverberado pela mídia mafiosa. Sentiram o golpe e partiram para a contraofensiva. Meu estômago está embrulhando.”

O desta reles blogueira também, caro amigo. Literalmente.

Reproduzo o vídeo que postei ontem nas redes sociais. Ajuda a entender o enredo da perseguição judicial, política, a Lula, e como isso afeta a vida de qualquer brasileiro e brasileira, mesmo aquele ou aquela que se acha parte da casta privilegiada. Assista:

*******

Postagem revista e atualizada às 10:58: correção de erros de digitação e adequação de linguagem; inclusão de informações relativas à desembargadora Laurita Vaz e à edição do dia de O Globo.i

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


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