Euzinha em rota de fuga. Mas, #LulaLivre!

Fotos: SEsteliam
por Sulamita Esteliam

Na sexta, foi o computador que estava de picuinha, travando a cada instante, e não me deixou trabalhar. Até que chegou a hora de um compromisso com uma dupla amiga, e larguei pra lá.

Fui pro Recife Antigo sentir o cheiro da folia e beber um pouco de prazer, que ninguém é de ferro.

No fim de semana, sinto muito, mas era preciso somar com a companheirada em Olinda. Juntar o útil com o agradável, num encontro de blocos por Lula Livre.

Postei fotos em minhas redes sociais. Se clicar nos links – aqui, aqui e aqui – e também nos endereços na coluna ao lado, você chega lá. A maioria eu cliquei e/ou gravei; de algumas, o maridão se encarregou. Somos um casal folião militante.

Tinha pouca gente na concentração e na saída dos blocos, mas a energia é contagiante e inescapável, de tudo que vem de e para Lula. E sítio histórico adentro, e ladeira acima e abaixo, foi juntando gente, e das sacadas, janelas e calçadas vinha apoio em gestos, aplausos e vozes: “Olê, olê, olê, olá, Lula, Lula!”

Confesso que tentei, em vão, emplacar o refrão nascido na Vigília Lula Livre, com direito a sotaque sulista, e que é mais adequada à causa indispensável: “Olê, olê, olê, olê, Lula livrê…!” 

Encontramos poucos conhecidos, mas quem precisa de conhecidos em Olinda!?

Um amigo de longa data, com quem topamos, já na dispersão no coreto da Praça da Preguiça, resume o mote que explica lá e lô, uma coisa e outra:

Demorei a me animar a vir para cá. Não dá para curtir Carnaval com ele (Lula) preso. É muita injustiça! Mas também, a lembrança dele não nos permite ficar calado e parado. É como se eu escutasse a voz dele: eu não posso, mas você pode; vai lá, gritar por mim. Então, cá estou. E vale à pena sentir essa energia solidária.

Ninguém solta a mão de ninguém!

Domingão nos somamos à multidão que busca a imensidão do mar, na areia.

Boa Viagem estava lotada, como todo domingo, especialmente no verão. E a maré seca, de lua gibosa, migrando a meio caminho de cheia para quarto-minguante, permitiu quarar, como se diz em Minas, até o fim de tarde. Só aí foi possível tomar um banho de mar digno do nome.

Desfrutamos a companhia da nossa caçula e do companheiro dela, por algum tempo. Um até breve, já que estão de mudança para a praia vizinha no município adjacente.

Há cerca de um mês, vivemos meio que em trabalho de desapego. Babih vai cuidar da própria vida, na trilha de sua escolha.

O coração aperta, mas já apertou outras vezes, ela é a sexta, e a nós cabe torcer para que se mantenha bem e feliz.

E nós, Euzinha e o maridão Júlio, voltamos ao estágio de recomeço. Nós com a gente mesmo, só que um tantinho bom mais velhos.

Assim, a segundona – dia de desmontar, empacotar, preparar a mudança -, me encontrou mais emaranhada que bobina, com a cabeça maior do que o mundo e a alma em ebulição.

Por isso, aqui estou, já noite avançada, tentando debrear através desse tricô mal-enjambrado.

É o que temos para hoje. Amanhã, se der, voltamos à pauta.

Boa semana para você, para nós.

Para arrematar, agrego pos scrito:

 


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