No sítio do Barão de Itararé, o desembarque do ‘Em Nome da filha’ em Sampa

por Sulamita Esteliam

Na manhã desta terça, encerro minha temporada na Macondo de origem, Beagá, e sigo para São Paulo, onde lanço meu livro ‘Em Nome da Filha’, na quinta-feira, 16. Sigo abastecida pelo carinho da minha gente querida, que sempre me acolhe generosamente e recebeu muito bem a obra. Muito obrigada.

O lançamento em Sampa já é no notícia no sítio do Barão de Itararé, Centro de Estudos de Mídia Alternativa, na capital paulista, berço, creche e casa dos blogueir@s progressistas e ativistas digitais.

Transcrevo a matéria, que traz foto do lançamento oficial do livro, no Recife, no final de março último – também aqui -, no clique do amigo Beto Oliveira:

Em São Paulo, Sulamita Esteliam lança livro sobre feminicídio

por redação do Barão de Itararé

Depois do Recife, cenário em torno do qual se desenrola a história, e Belo Horizonte, terra da autora, é a vez de São Paulo conhecer o livro Em Nome da Filha, Editora Viseu, 196 páginas, da jornalista Sulamita Esteliam, mineira radicada na capital pernambucana. O tema é violência contra a mulher, relacionamento abusivo, feminicídio e luta por justiça. Uma história de força, de amor e dedicação incondicionais.

O lançamento é na quinta-feira (16), a partir das 18h30, no Centro de Estudos de Mídia Alternativa Barão de Itararé – Rua Rego de Freitas, 454, 8º andar, sala 83, República. Apresentação da psicóloga, pesquisadora feminista e especialista em sexualidade humana, Rachel Moreno, da Rede Mulher e Mídia

Disponível também no formato ebookEm Nome da Filha é uma história real, triste, como tristes são os casos que acontecem todos os dias em todas as partes do Brasil e do mundo. São Paulo, mesmo, vive o aumento vertiginoso de casos de feminicídio neste início de ano, na contramão da redução dos casos de homicídios de modo geral.

Um crime anunciado, como definido pela imprensa à época dos acontecimentos, no começo dos anos 90 do século passado. O assassinato chocou a sociedade pernambucana. Era um tempo em que não existia a Lei Maria da Penha, que é de 2006, nem o homicídio de mulher, pelo fato de ser mulher, estava inscrito no rol dos crimes hediondos, o que só ocorre em 2015.

Os termos relacionamento abusivo e feminicídio também não eram usados no início, época do homicídio, e fim da década de 90, quando se deu o julgamento. A despeito disso, o algoz foi a júri popular com ampla cobertura da mídia local, apesar de se tratar de gente simples, do povo.

O nível de crueldade e a singularidade dos detalhes estarrecedores do crime se encarregaram de transformá-lo em pauta. Ao ponto de, 20 anos passados, o lançamento do livro ganhar repercussão na mídia local. Ao entrevistar a autora, a Globo Nordeste, por exemplo, resgatou do arquivo imagens da época do julgamento.

A ideia do livro é exatamente essa: não deixar que crimes desta natureza se percam na memória nem se escondam entre quatro paredes do lar indevassável. Não obstante a atualidade do tema, a publicação do livro encerra outra saga: foram 13 anos para trazê-lo a público.

“Pretende ser um alerta para as mulheres para que não se percam no labirinto das emoções mal resolvidas. Amor não tem que rimar com dor. E se propõe a ser um chamado para toda a sociedade para que não se omita. Em briga de marido e mulher é preciso, sim, meter a colher”, diz Sulamita.

Em última instância, acrescenta, “quer chamar atenção para o imperativo de se rever os valores que sustentam os desarranjos das relações familiares, a cultura da posse que alimenta o machismo, a misoginia, a violência. É fundamental educar meninas e meninos para serem companheiros que se respeitam, não senhores e vassalos.”

Em Nome da Filha é um romance-reportagem, no mesmo estilo do primeiro livro da autora – Estação Ferrugem, Vozes, 1998, 302 páginas. O primeiro livro da autora conta a história da região operária de Belo Horizonte-Contagem e da resistência operária à ditadura civil-militar implantada em 1964, que durou 21 anos, tendo como fio condutor uma família de migrantes em busca de vida melhor na capital.

Ana Veloso, jornalista e professora da UFPE, assina o prefácio do livro em lançamento. A orelha é de autoria de Elma Heloíza Almeida, jornalista mineira radicada em Brasília, DF.

SINOPSE

Em Nome da Filha

Que estranho poder é esse que leva uma mulher a colocar a própria vida em risco para continuar ao lado de um homem que a maltrata? O que o move? Como explicar tamanha obsessão?

Carlos dizia a Mônica que a amava, e que enlouqueceria se fosse obrigado a viver sem ela. Mas que amor é esse que machuca, tortura, aterroriza, subjuga? E que amor é esse que se submete, se anula, se morre um pouco a cada dia?

Mônica tinha 13 anos, quando Carlos cismou que ela seria dele. Obcecado, ao longo de oito anos, destruiu toda e qualquer tentativa de vida própria que ela buscasse ter. Enfrentou obstinada e ferrenha oposição da mãe da menina, que parecia intuir o destino que a filha poderia vir a ter nas mãos daquele homem. Valeu-se de todo e qualquer expediente para fazer alcançar seu desejo, inclusive prerrogativas de militar do Corpo de Bombeiros.

Conquistou-a. Mais do que isso, tornou-a escrava de sua paixão desmedida.

Dividida entre o amor e o medo, Mônica bem que tentou resistir, buscando outros relacionamentos, com apoio da família. Chegou a casar-se com outro homem. Em vão. O destino, ou seja lá o que for, a atraía para o seu algoz.

Gercina, a mãe, quase enlouqueceu quando perdeu a filha. Mas encontrou uma razão para ressurgir das cinzas: criar os dois netos – órfãos também de pais vivos -, e fazer Justiça.

Não seria nada fácil. Esta saga a consumiria e a toda a família.

SERVIÇO:

Lançamento: Em nome da Filha

Autora: Sulamita Esteliam

Categoria: romance

Nº de páginas: 196 – disponível também no formato ebook

Editora Viseu, Maringá – Paraná

Dados da autora: Sulamita Esteliam é jornalista, escritora e blogueira independente. Autora do livro Estação Ferrugem – Altitude 898.298 graus, Vozes, Petrópolis/RJ, 1998 – romance histórico da resistência operária á ditadura civil-militar de 1964-1985 na região industrial de Belo Horizonte-Contagem, 302 páginas.

Mineira de Belo Horizonte, formada em Comunicação/Jornalismo pela Fafich/UFMG, trabalhou em vários jornais e nas sucursais da revista Manchete e do jornal O Globo, em Belo Horizonte. Mudou-se para Brasília, onde atuou como assessora de Imprensa e chefe de gabinete do então deputado federal pelo PT, Nilmário Miranda, ex-secretário Nacional de Direitos Humanos no governo Lula. Esteve, também, repórter/editora de Economia da antiga Rede Manchete, no Distrito Federal.

Vive no Nordeste desde julho de 1994: Fortaleza/CE, onde esteve repórter da TV Ceará e editora de Economia do jornal O Povo. No Recife a partir dde julho de 1997, fez Assessoria de Comunicação para o Sindicato dos Bancários PE por 15 anos.

Integrou a equipe da Secretaria de Comunicação da Prefeitura do Recife, na primeira gestão de João Paulo da Silva (PT). Dentre outras atividades, foi responsável pelo projeto e edição dos jornais Recife Melhor, de distribuição gratuita, com tiragem de 300 mil exemplares; e do Jornal da Gente, este voltado para os servidores municipais.

Edita o blogue A Tal Mineira (atalmineira.com) sobre direitos humanos, política e cultura, inaugurado em 11 de setembro de 2010.

Link para o evento no Facebook: https://www.facebook.com/events/2462634117089102/

CONTATO: Sulamita Esteliam – MG02213JP

81-99989.5955

sesteliam@gmail.com

Twitter e Instagram: @sulaesteliam

FB/Sulamita Esteliam

 

 


3 comentários sobre “No sítio do Barão de Itararé, o desembarque do ‘Em Nome da filha’ em Sampa

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