#15M: greve nacional em defesa das universidades e pelo direito à Educação

por Sulamita Esteliam

Já estou em São Paulo. Cheguei antes da chuva no fim da tarde, um baita pé-d’água. Chuva costuma me trazer sorte. E que assim seja!

Vou precisar, pois o lançamento do ‘Em Nome da Filha’ acontece na quinta – a partir das 18:30, no Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé* -, um dia após a greve nacional pela Educação. Pós-ressaca cívica, portanto.

Mas o jogo é jogado, se pescar lambari já está de bom tamanho.

Há muita expectativa boa com o movimento dos estudantes, professores e outros trabalhadores em defesa da educação pública. O que a coordenação promete, e o que se espera é que seja um movimento massivo, com participação da sociedade.

Uma manifestação que incomode o desgoverno e mostre que ninguém aceita o garrote que quer impor ao conhecimento e ao direito à educação. Corta ou suspender investimentos nas universidades é bloquear a inteligência que é a base do desenvolvimento de qualquer país que se respeite.

Nesta terça, no twitter, o cientista brasileiro Miguel Nicolelis avisou que vai começar sua palestra na Universidade de Lisboa, na quarta, saudando estudantes, professores e servidores da educação que estarão nas ruas em todo o Brasil.

 

A presidenta Dilma Rousseff também se manifestou a respeito na rede social, lembrando que “todos devemos apoiar essa luta”:

 

O coordenador-geral da Campanha Nacional pelo Direito à Educação e do movimento #TodosPelaEducação, Marcelo Cara, gravou um áudio incentivando a população a apoiar a greve. Ouça:

No Diário do Centro do Mundo, artigo de Kiko Nogueira, editor do sítio alternativo de notícias, expõe de onde vem a inspiração que move o achaque às universidades: da Hungria de Orbán, o ditador de plantão.

Quer dizer, o desgoverno – inteiro, não é apenas o mandatário ungido pelo voto movido à fake news, tipo kit gay e mamadeiras de pirocas -, delira, baba e rosna. 

A boa notícia é que há espaço para a resistência no Congresso Nacional. No dia desta postagem, mesmo, o desgoverno delirante conheceu mais uma derrota: por 307 votos a 82, a Câmara aprovou a convocação do des-ministro da Educação, Abraham Weintraub, para explicar os cortes nas verbas das universidades ao plenário da casa. Confira o tuíte da deputada Erika Kokay (PT-DF).

 

Há manifestações programadas para todas as capitais federais e outras grandes cidades. Cerca de 70 universidades já confirmaram a paralisação. Aqui em Sampa, a concentração está marcada para o vão do Masp, na Av. Paulista, a partir das 14:00 horas.

Em Beagá, a chamada é para a Praça da Estação, a partir das 15:00 horas, e no Recife para a Rua da Aurora, em frente ao Ginásio Pernambucano.

Confira local e hora do ato em sua cidade também na postagem da Rede Brasil Atual.

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