Uma professora, uma formatura e um discurso para ficar na história

Professora Mírian Bianca de Almeda Ribeira, Pedagogia UFG – Foto: captura vídeo
por Sulamita Esteliam

Andei fora do ar nesses últimos dias. Motivos estritamente pessoais, emotivos. Ainda não estou em plena forma, por isso retomo devagar, mais para não deixar o blogue desatualizado por mais tempo.

Compartilho um vídeo que postei colhi e repostei nas redes sociais. Trata-se do discurso da paraninfa da turma de Pedagogia da UFG – Universidade Federal da Paraíba, no fim do ano que se foi.

Inspirada, ela abre com Paulo Freire e fecha cantando Milton Nascimento – a canção é Coração Civil, dele e do Fernando Brant, do disco Caçador de Mim, 1981; extertores da ditadura verde-oliva, oriunda do golpe civil-militar de 1964:

“Quero a liberdade/quero o vinho e o pão/quero ter alegria, quero amor prazer/quero minha cidade sempre ensolarada/os meninos e o povo no poder eu quero ver…”

Entremeia com a defesa enfática do direito à educação e à universidade pública. Uma exortação à turma de formadas/os a que não fujam à luta por uma país onde a igualdade e a solidariedade deem o tom.

“Se alguém acha que não se pode falar em Paulo Freire em uma colação de grau, saiba que a universidade pública e gratuita só existe porque pessoas como Paulo Freire não abrem mão do direito de todos em acessar o conhecimento produzido pela sociedade.

Uma aula impecável,um recado aos fascistas e ao gado, mesmo aqueles engalanados a desfrutar amplos pastos. Ela não foge de nomear as características que imperam neste triste Brasil desgovernado pelo capiroto:

“Homofóbico, machista, racista, misógino, que odeia pobre.”

São mulheres como a professora Mírian Bianca Amaral Ribeiro que nos fazem crer que é possível seguir em frente, que vale à pena não fugir da luta. Bendita lucidez e energia!

Nesses tempos de pasmaceira ampla e covardia generalizada, é para se encantar, fala a verdade!

Ouça e veja, e passe adiante – se concordar, é claro. A meu ver, merece e precisa ser compartilhado a valer para sacudir a letargia:

PS: Para compartilhar no Facebook, copie a URL do vídeo, ou use a postagem desta escriba lá mesmo. O A Tal Mineira segue sob censura no FB e no Instagran, onde é impossível postar via link. No Twitter não há problema.

 

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