O Brasil já está na segunda onda de Covid-19, se ligue!

por Sulamita Esteliam

Em paralelo ao recrudescimento da violência, dos crimes de ódio aos crimes eleitorais em crescimento, mentiras e farsas como nunca dantes, as notícias sobre a pandemia de Coronavírus não são nada boas.

Infelizmente, não é só o fato de o país ultrapassar a marca de 170 mil mortos pelo Convid-19, e 5 milhões e 100 mil infectados. É mais grave. O Brasil já vive a segunda onda da pandemia.

Ainda que as autoridades não se pronunciem, é o que apontam estudos do Imperial College e de pesquisadores brasileiros de diferentes universidades do páis.

O crescimento da média móvel dos últimos 14 dias, parâmetro mais adequado para se medir a evolução para mais ou para menos, é de 51%. É a maior desde 24 maio, pico da primeira onda.

Significa que a taxa de transmissão da doença no Brasil voltou a crescer, e está em torno de 1,3. Ou seja, cada 100 pessoas podem infectar outras 130.

Então, barbas e cabeleiras de molho. Narizes, bocas e todos os orifícios cobertos, que o ar não está para lesos, abusados, e muito menos para negacionistas.

O ex-des-ministro da Cidadania, o deputado Osmar Terra, que o diga.

Em nota técnica, os pesquisadores brasileiros recomendam uma ação coordenada do governo federal urgente para adoção de medidas de contenção. Única forma de evitar uma tragédia de dimensões incontroláveis.

Em outras palavras, políticas de isolamento social, testagem em massa com rastreamento de contatos, campanhas públicas de informação e apoio financeiro aos cidadãos menos favorecidos.

A resposta do capiroto-genocida que nos preside é do tipo “e daí?”. Nesta terça, perguntado sobre a prorrogação do auxílio emergencial, por exemplo, ele respondeu: “perguntem para o Covid”.

Começar de novo, até que venha a vacina.

Felizmente, nesse capítulo, alvíssaras: tanto Oxford como a Rússia anunciam a eficácia das vacinas testadas, acima de 90%. Melhor, no caso da primeira, com a aplicação de apenas dose e meia.

A Fiocruz celebra a possibilidade de aumentar a quantidade de pessoas a serem vacinadas, possivelmente, já a partir de março de 2021.

Dedos cruzados. Até lá, cautela e autocuidado: lave as mãos com frequência, use máscara de forma adequada, observe as recomendações das autoridades sanitárias.

E só use o governo para reivindicar que ele faça o que é sua obrigação: cuidar das pessoas. É para isso que servem os votos que o estabeleceu.

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Fontes:

Carta Capital

Pesquisadores alertam para segunda onda da pandemia no Brasil

Brasil tem maor taxa de transmissão de Covid-19 desde maio, diz estudo

Metrópoles

Brasil ultrapassa marca de 170 mil mortes por Covid-19

 

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