O ‘tchutchuca do Centrão’ ganha o mundo

por Sulamita Esteliam

O termo tchutchuca, ao que parece, é o adjetivo número um da campanha eleitoral, que oficialmente só começou no último 15 de agosto. E foi dois dias depois que, logo o Coisa-ruim, deu o mote que o define na disputa de voto: “tchutchuca do Centrão”.

Jornalistas estrangeiros, caiu na rede, estariam quebrando a cabeça para definir ou traduzir para seus idiomas-pátrios o significado de “tchutchuca”; porque Centrão todo mundo sabe o que é. O significado.com.br traduz assim:

É uma gíria criada e utilizada no Brasil, principalmente no Rio de Janeiro, onde ficou conhecida através do funk carioca, no início dos anos 2000.
A palavra é o título de um funk de sucesso cantado pelo gruço Bonde do Tigrão em seu primeiro  CD, lançado em 2001. Quem se lembra?

Infelizmente, como quase toda música do gênero, moralismo à parte, é extremamente sexualizada, beira a pornografia e, sim, é principalmente machista. Aliado  ao preconceito de tudo que vem do Zé e da Maria Povinho, o funk não escapa, embora seja ritmo contagiante, parte da cultura carioca.

Assim, “tchutchuca” , largamente utilizado a partir do sucesso do grupo Bonde do Tigrão, passou a ser usado de forma pejorativa para definir mulheres funkeiras como expressão de vulgaridade.

Cá pra nós, o apelido vem a calhar, nos dois sentidos, para o nominado, e a Carol Cospe Fogo o inclui com destaque na galeria dos presidenciáveis. Sou grata.

Créditos para o Wilker Leão, youtuber de Brasilia, que arriscou pele e pescoço, mas colou a alcunha do ser que desgoverna o Brasil; que perdeu as estribeiras, o agrediu e tentou capturar o celular do rapaz.

Chilique dos grandes, que fez o deboche colar como chicletes, internacionalmente. Reproduzo as versões na imprensa mundo afora ao pé da postagem.

Aliás, o colega Renato Rovai, editor da Fórum, doutor em Comunicação e blogueiro progressista, traduz, na real, o que, no caso, significa “tchutchuca do Centrão”. Compartilho a repostagem que fiz  lá no Instagram:

A propósito, a Fórum, copilou algumas tentativas de tradução da expressão da vez, e “da hora” em pernambucanês:

The Whashington Pos/EUA: “The darling of a pork-barrel faction in Congress” ou algo como “queridinho de um grupo clientelista do Congresso”.

La Nación/Argentina: “Perrita del Centrao” ou “cadelinha do Centrão”.

Der Spiegel/revista alemã: “liebling politischer hinterwäldler”, ou “queridinho dos políticos interioranos” , talvez provincianos”.

Huanqiu/jornal chinês: ?? em mandarin, na traduçao do Global Times para o português como “queridinho dos congressistas envolvidos na alocação de verbas”.

Remore, ou assista se não viu, o episódio que colou na testa do Coisa-ruim o epíteto “tchutchuca do Centrão”:

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