Para o tosco e o ridículo, atitude!

por Sulamita Esteliam

A palavra ‘tosco’, certamente, ganha novo significado após quatros anos de intenso pesadelo que foi esse desgoverno do Coisa-ruim: o ridículo como método de engalobar incautos, já escreveu a filósofa Márcia Tiburi.

Todavia, a quatro dias das eleições das nossas vidas, é compreensível que baixe certa ansiedade. Hoje até a senhora que faxina minha casa, quinzenalmente, observou:

– Tu tais ansiosa, não?

Respondi que sim, e devolvi a pergunta:

– E tu não estás? 

– Tô e muito.

O temor não é da possibilidade de Lula não levar no primeiro turno – as chances são de 64% de que a gente passe a régua já no dia 2 de outubro. É o que dizem as estatísticas, disse a ela.

A questão é a reação do outro lado, que se vale do terror como demonstração de força e dissimulação do desespero. Está aí a violência política nos quatro cantos do país, que não nos deixa baixar a guarda.

Nenhuma vítima do lado adversário. Mortos e feridos do nosso lado. Fora os abusos de linguagem, que já nos dão calos no ouvido, catarata nos olhos e certo torpor nos sentidos.

Há razões de sobra para ansiedade. Só não podemos nos deixar intimidar nem aceitar provocações. Covardes não resistem á firmeza de atitude.

Veja como exemplo o questionamento das urnas eletrônicas, o mais moderno sistema de computação de votos do Planeta.

A isso acrescente-se o espalhamento de mentiras sobre uma onda imaginária de voluntários bolsonarentos se inscrevendo para servir como mesários.

E recomendações absolutamente sem sentido de não esquecer o comprovante de votação, que é automático no processo – e é documento do eleitor, que não interfere na computaçáo do votos. Sem contar a biometria.

O TSE tem sua checagem de fatos e boatos. Basta acessar o sítio tse.jus.br: https://www.justicaeleitoral.jus.br/fato-ou-boato/#

Lançar dúvidas sobre o sistema eleitoral brasileiro é um desserviço alimentado pela boca de esgoto titular desse desgoverno.

Decompõe um dos orgulhos da tecnologia nacional: um sistema que permite a divulgação do resultado quase que imediatamente após o fechamento da última seção eleitoral. Cerca de três horas após encerrada a votação na maoiria das 27 unidades da federação.

O descompasso se dá, única e exclusivamente, pela diferença de fuso horário em um país de dimensões continentais, como é o Brasil – Acre e Amapá e alguns locais do Pará, como Santarém, por exemplo.

Chega-se ao ponto de o TSE convocar visita coletiva de presidenciáveis e assessorias à sala onde se pode acompanhar, a totalização dos votos. Um local de trabalho como outro qualquer, com computadores e funcionários acomodados em baias.

Sim, porque não há contagem de votos: quando cada urna é finalizada, nas diversas seções eleitorais país afora, os votos são automaticamente reunidos no Boletim de Urnas. Explica o ministro Alexandre Moraes, presidente do TSE:

“Isso entra no sistema, que faz a totalização a partir do programa que nós mesmos lacramos no dia 2 de setembro. Ou seja, não há participação humana nisso.”

É livre o acesso de representantes das instituições fiscalizadoras: Ministério Público, Ordem dos Advogados do Brasil  Polícia Federal, partidos políticos, forças armadas e observadores internacionais.

A convite de Moraes, ministro-presidente do TSE. Durante a visitação, ele voltou a enfatizar que a apuração dos votos pelo TSE é absolutamente auditável e fiscalizada por todos aqueles que estão habilitados para essa tarefa.

“Essa visitação mostra que o TSE é absolutamente aberto, transparente a todas as instituições fiscalizadoras.”

Presentes: o ministro da Defesa, Paulo Sergio Nogueira; o presidente do Conselho Federal da OAB, Beto Simonetti; o presidente do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto; e representantes dos partidos União Brasil (União), da coligação Brasil da Esperança, dentre outros.

E ainda: o vice-procurador-geral Eleitoral, Paulo Gonet; representantes da Controladoria Geral da União, e integrantes de comitivas de MOEs – Missões de Observação Eleitorais. Os candidatos e candidatas à Presidência da República foram convidados, mas lá não foram.

Que alívio, hein!?

A respeito, o colega Luís Nassif , frasista dos melhores, cravou no Twitter

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Fontes requisitadas

TSE – Fatos e Boatos

Jornal GGN e a visitação ao TSE

Brasil 247 e a estatística eleitoral

DCM e a violência política

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