De onde viemos e para onde vamos…

por Sulamita Esteliam

Ouça o áudio ao pé da postagem

O Dia da Padroeira do Brasil, Senhora de Aparecida, sob ameaça de destituição, cai num domingo este ano. Significa que não há feriado desfrutável para quem trabalha, para além da folgsa semanal regulamentar, até agora.

Mas isso pode mudar – para o bem de quem trabalha, para lamento de quem explora.

Reza a crença que Deus, até Ele, usou seis dias para criar o mundo; no sétimo descansou. Mas ninguém jamais revelou o número de horas usadas pelo Pai para trazer o mundo, o Cosmos, à luz. Supõe-se que foi num átimo.

Como Ele, o criador do Universo, é o Todo-Poderoso, a Ciência rivaliza com a narrativa do Big Bang. Amplamente cotejada, aliás.

Nada a ver com explosão, mas sim com uma imensurável concentração de calor em um único ponto, definido como “átomo primordial”. É a teoria. resumida pela IA.

O que teria havido é, por assim dizer, uma desordenada e simultânea expansão do espaço em todas as direções: partículas subatômicas, que geraram átomos, estrelas e galáxias, que se afastaram rapidamente em múltimas direções.

E a Terra, que não, não é plana e tem rota elíptica, entrou no processo.

Só que o Universo é movimento contínuo. No princípio, era o caos. E ao caos retornamos.

Ziilhões de filhos em procriação contínua e infinita. O Cosmos em permanente mutação – há 13,8 bilhões de anos, desde o ápice do aquecimento.

Tesão incontrolável.

Diz-se que a perfeição é a meta escolhida, jamais alcançada. Todavia, um pitada de bom senso sempre ajuda.

Aqui, em Terra Brazilis, demorou um cadiquinho mais, talvez, invadida e predada que fomos há 526 anos, ao longo da nossa existência registrada.

Neste ano da graça de 2026, a propósito, o Dia das Crianças, o mesmo 12 de outubro da padroeira, é celebrado mais uma vez sob a luz do esperançar.

Um mutirão de mãos e um coro de vozes que se juntam para cantar o futuro. Um chamado para manter acesa a luz e a fé no amanhã do Brasil que, mesmo sob atropelamento quase contínuo, se recusa a adiar sua hora.

A cada quatro anos, esse movimento se repete, ao menos desde a Constituição Cidadã, de 1988. Está ao alcance do seu, do meu, do nosso voto, da nossa vontade, do nosso bom senso.

Cidadania é direito de escolha do país que queremos para nós, para nossos filhos, nossos netos, nossa descendência, nossa gente, toda. Nele não cabe a barbárie, o caos, o descaso, a predação como gerenciamento. Ou não deveria.

É chegada a hora de mostrar nossa cara, de novo.

Não se omita. Não se confunda. Vamos juntos pela vida!

Vivam nossas crianças e salve a padroeira!

Amém.

Deixe uma resposta