Áudio ao pé da postagem
por Sulamita Esteliam
Escrevo no Dia das Bruxas e do Saci. Há quem não creia, mas que elas e ele hão, hão!
Gente, Lula é tetra-presidente há sete dias, o L se tornou símbolo mundial de enfrentamento à extrema direita, e o Exército do Lula é fenômeno, nomeado “janonismo”, e como tal. objeto de desejo e de estudo – aqui, acolá e alhures.
Talvez por isso, a ressaca cívica se me-nos afigure incurável. Até porque, temos que nos manter atentos e fortes. Há um legado a defender deixado pela eleição das nossas vidas.
E aqui vale o resgate do saudoso Belchior, feito pela minha irmã por escolha e colega de profissão, Eneida da Costa, no Facebook: “Ano passado eu morri, mas este ano eu não morro”.
Digo que, em momento algum, nos 20 dias de campanha, temi perder o segundo turno. Tenho fama de bruxa, mas é a energia das ruas que não costuma mentir. E desta vez, a juventude foi crucial, também nas redes, à revelia das manipulações das big techs.
Aprendemos, os velhos, mas jovens também, a lidar com o tal algorrítmo, com método e disciplina. Graças ao general Janones, o deputado federal mineiro, de Ituiutaba, no Triângulo, batizado André no nascimento, ora filiado à Rede e fã de carteirinha do presidente Lula.
Nada é impossível quando a gente se junta por e com um propósito. E o poder da comunicação é inexorável, como o é o tempo bem usado, a provar que a mentira e a manipulação, mesmo no império da tecnologia, não vigoram.
Sob o comando firme do general, o Exército do Lula agregou 10, 8 milhões de soldados/as em duas semanas, desbancou os canais adversários, superou compulsões e vícios. Democracia mitigada, é como ele define.
Reecuperamos o pertencimento, nos reapropriando das cores e símbolos nacionais. Resistimos a dar palco para a manada. Foco com direção. Sem armas, sem recuo, medo de ser feliz.
Janones trouxe o marechal presidente da República para falar diretamente com seu povo – também na telinha do celular; sem maquiagem, sem pré-texto empoado, sem firulas, sem adereços.
Mostrou ao mundo como se dobra a Meta e se vence a in-Justiça connivente com o adversário. Funcionou.
E o comandante tem sido requisitado a contar, a ensinar sua estratégia e suas táticas. Ele, seu exército e Lula da Silva já fizeram história. Impossível ignorar, mesmo os críticos de plantão. Deu até no New York Times.
Figurei no time dos que creram na possibilidade de liquidar a fatura na primeira etapa. Erramos, e não foi por excesso de otismo e torcida. Perdemos para a abstenção, e por não observar o fluxo do esgoto fedegoso escapando pelos bueiros do processo eleitoral.
Mas isso é passado.
Pagamos para ver no segundo turno. Sem abrir mão das ruas, nosso lugar natural, nos incorporamos ao Exército do Lula, humildemente. Gente de todos as idades, profissionais da Comunicação se despiram da importância, do comodismo, para somar.
A mídia livre, alternativa, independente, progressista ecoou. A mídia comercial, venal, quedou-se ante a ousadia da resistência e da mobilização, no grito:

Nos sete cantos do país, multidões se juntaram para defender a liberdade, os direitos sociais, as riquezas deste solo, nosso patrimônio natural ameaçados pela extrema direita.
Foi lindo repetir palavras de ordens cantadas pelos estudantes, revival do fim dos anos 70, quando éramos nós os jovens a defender o direito à liberdade, só que em plena ditadura.
As conquistas civilizatórias, a presença e o respeito internacional adquiridos nos governos liderados por Lula, e Dilma, perdidos no desgoverno do Coisa-ruim, e recuperados na volta de Lula.
Minha geração, a 70+, e as que me antecederam foram convocadas, estimuladas, e disseram presente – desde o primeiro turno, mas no segundo foi contaminante.
Emocionante ver netos e/ou filhos acompanhando, empurrando cadeiras de rodas, ou até cama hospitalar, ou mesmo carregando no colo aquelas e aqueles com dificuldades motoras para o exercício do voto. A turma do andador, da bengala, da cadeira de rodas e sem rodas, arrasou!

A perfeita compreensão do que está em jogo. Quem viveu, e tem memória, sabe que temos razão quando bradamos: abaixo o fascismo, ditadura nunca mais.
O resultado veio provar que quando a gente faz a coisa certa, o Universo conspira. Emocionante, também, assistir a celebração da vitória de Lula país afora e pelo mundo.
O Brasil é nosso, não é quintal de ninguém. O Brasil é exemplo. E para quem não gosta, a porta de saída é a serventia da Pátria.
Vencemos o medo, a dúvida, a desconfiança, a incredulidade. Brandimos o esperançar, palavra que envolve afeto e empenho, movidos a pertencimento. E Lula ganhou seu presente antecipado dos 81 anos, completados na terça-feira, 27 de outubro.
Nunca foi tão bom cantar o Hino da Independência.
“Já podeis da Pátria, filho, ver contente a mãe gentil. Já raiou a liberdade no horizonte do Brasil (…) Ou ficar a Pátria livre ou morrer pelo Brasil.”
Estejamos atentos. Temos que defender o legado da vontade popular que emergiu das urnas. E o faremos nas ruas, nas redes, e na Justiça.
A despeito das boas surpresas da esquerda que estream: a mineira Ana Elisa, garota negra de 21 anos, o mineiro Pedro Rousseff, 26, o paulista Lucas Pavanato e o carioca, Diego Quaqua, 28, todos do PT; e o também paulista Guilherme Cortez (PSol).
Sem esquecer o apátrida golpista fujão, mal perdedor e ingrato com seus pares e eleitorado.
Vai afogar-se na própria sede de desforra.
O fiote do Coisa-ruim escapou na calada da noite para os Estados Unidos. Ficou a horda aqui, a cometer desatinos, toda sorte de violência contra indígenas, mulheres, eleitores de Lula, a serem devidamente enquadrados.
A fuga do estrupício, via Argentina, levou sua covardia e sua aura pesada para o Trump, que a essa altura, arrisca-se perder as eleições congressuais. Bem feito!
Quem ameaça a democracia, desrespeita a vida e o livre arbítrio não merece desculpas nem contemplação.
Estejamos a postos para denunciar e barrar, pelos meios legais, ameaças e crimes.
Obrigada, brava gente brasileira. É um prazer, uma honra pelear com você.
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Charges: Lutte e Quinho, capturadas no Instragram/Cartunitas de Minas. Sou grata.