Bora, vem com a gente fazer o L, meu povo!

por Sulamita Esteliam

Enquanto acompanho Lula ao vivo no Flow Podcast, celebro a flopada da Globo com o fiote do Coisa-ruim, bag-horse do Daniel Vorcaro, que arregou com a ausência de Lula, e a impossibilidade de fazer patacoada com o presidente-candidato.

Olê, Olê, Olê, Olá! O Lula vai chegar lá, de novo. Vamos pro tetra. Sem medo de ser feliz.

O Lula bateu um bolão, e o Igor, o entrevistador, fez o dever de casa, coisa que muito coleguinha da mídia venal se esquece . Valeu, Flow Podcast. Lula, mais uma vez, acerta no alvo.

Deixo aqui a URL da entrevista, acompanhada por mais de 1 milhão 650 mil de aparelhos ligados. Aqui em casa foram dois: eu no meu portátil, no escritório, e o maridão via TV.

Enquanto isso, vamos às preliminares: reposto aqui o vídeo importado do canal deste A Tal Mineira no Youtube. Embora dedicado, principalmente à leitura literária, em momentos importantes ele se deixa “contaminar’ pela política..

É o caso: estamos na antivéspera das eleições que vão definir o resto das nossas vidas. É preciso de decidir olhando para o umbigo e para o seu arredor.

É um apelo ao voto consciente de todas as idades, a começar pela nossa geração 70+. Questão de vida ou morte, eu diria, sem medo de exagerar.

Lembra-se dos 716 mil 268 levados pela Covid 19 – isso nos números oficiais de um desgoverno mentiroso e irresponsável? Pois é…

Qiem nos ameaça é farinha do mesmo saco, apodrecida. Vade retro!

A transcrição do vídeo:

Olá! Você provavelmente já me conhece, mas é bom repeitr: meu nome é Sulamita Esteliam, sou jornalista, escritora, blogueira e aposentada por tempo de contribuição.

Aposentar-se, aliás, já foi um direito sem mutilações graves. O governo Fernando Henrique iniciou o ataque, em 1998. Dilma criou o sistema 85-90, que somava idade e tempo de contribuição para mulheres e homens, restaurou direitos, sem perda de consistência no sistema. O Coisa-ruim – me recuso a pronunciar o nome do presidiário-golpista, -demoliu tudo.

Sou companheira de outro aposentado, Julio. Tenho 72 anos, emplaco 7.3 no final de dezembro. Sou dois anos e meio mais velha do que ele. E formamos uma dupla que não abre mão do prazer de votar.

No domingo, 4 de outubro, vamos às urnas juntos, outra vez. E determinados a contribuir para que o Brasil seja um país mais justo e soberano para todos que dele fazem parte. E com democracia, sem instabilidade política.

Os motivos são vários: saúde e memória em primeiro lugar. Nossa geração cresceu numa ditadura civil-militar, e teve que lutar muito pelo direito ao voto amplo, geral e irrestrito. Para governador, por exemplo, só aconteceu em 1982, e para presidente em 1989. Já éramos mães e pais, então.

Somos mineiros-andantes. Em pouco mais de três décadas moramos em Brasília-DF, onde nasceu nossa caçula; em Fortaleza-CE, aonde brotaram os primeiros netos. E, há 29 anos, nos fixamos na capital pernambucana. Desde 2002, votamos aqui, no Recife.

Religiosamente, no bom sentido.

Juntos, temos seis crias: o meu, as minhas, as dele e a nossa. Houve um tempo em que o voto era um ritual em família. Saíamos em comitiva, todos acompanhando cada um em sua sessão eleitoral, e as crianças iam junto.

Meu casal primogênito me deu sete netos – que hoje têm de 8 a 30 anos, duas meninas e cinco rapazes. Família mais brasileira impossível: filhos de mineiros, são três cearenses, três mineiros e uma pernambucana; e tenho um bisneto de 6 anos, também daqui onde vivemos.

Por todos eles e elas, por todos nós, por suas crias e sua descendência e por um mínimo de dignidade para toda gente neste Brasil imenso; por isso votamos.

Vote você também. Se tem saúde, vista-se de disposição. Se precisa de ajuda, reivindique companhia. Mas não deixe de votar.

O voto, seu e meu, faz toda a diferença – para nós e para quem vai permanecer depois de nós.

É buscar o direito à uma vida melhor: educação, saúde, cultura e alimentação básica; e um país com suas riquezas para continuar a chamar de seu, sem complexo de vira-latas e sem factóides.

Importante escolher bem seus candidatos ao Legislativo, que precisam estar afinados com o presidente da República e com o governador: deputados e/ou deputadas estadual e federal.

E não se esqueça do voto para o Senado. Este ano são dois, e é essencial que seja do mesmo time. Não necessariamente do mesmo partido, porque eleições e política se fazem com alianças.

No nosso caso, o voto vai para Lula. É no 13, como sempre. Vamos garantir o tetra no primeiro turno, para evitar muganga. Porque o adversário é pra lá de muganqueiro.

É importante garantir, também, uma assembleia e um Congresso dignos do povo, que dê respaldo ao novo governo.

Bora com Lula! Faz o L, sem medo de ser feliz.

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