Áudio ao pé da postagem.
por Sulamita Esteliam.
Desde a última eleição, sempre que Lula vem ao Recife, Euzinha estou fora, quase sempre nas Minas Gerais. Não desta vez.
Estive em São Paulo para a 28ª Bienal Internacional do Livro com minhas duas obras mais recentes: O Livro de Dora e suas irmãs e o infantil Para que serve um irmão?. Estiquei para curtir a caçula e o genro, e ver ao menos parte da parentela (gostei, IA!).





Algumas fotos na Bienal, clicadas por colegas autoras. Postarei mais no meu perfil no Instagram.
Mas já estou em casa, desde terça à noite, meio quebrada na emenda. Na quarta, dormi até tarde, botei a roupa escura pra lavar; enchi dois varais, pois calça e agasalho ocupam espaço. Na quinta, madruguei para a aula de natação, e acabei de desfazer as malas.
Quase nenhum livro de volta, graças; mesmo com a troca costumeira com colegas autoras. A sessão de autógrafos do infantil foi com livros da editora. E os que levei, vendi quase todos.
Meu lado caixeira-viajante não perdoa: oferece e, quase sempre, vende – no aeroporto, no avião, no ônibus, na padaria, no restaurante, no boteco, durante as visitas… Funciona, mais do que nas bienais. Sou grata.
Nesta sexta, 25, com Lua Nova de 13 dias, migrando pra Cheia, acordei cedo para preparar o desjejum e me integrar à caminhada com Lula no Recife Antigo. Só que a chuva da madrugada resolveu engrossar por aqui, em Boa Viagem, onde moro.
Caiu o maior toró. Minha rua alaga, quase sempre. E nem toda mágica do mundo consegue um carro de aplicativo em tais condições. Mesmo pagando a fortuna do dinâmico em ação.
Por conseguinte, fiquei em casa, babando…
Às 10h o sol abriu, como se nada… Mas aí a Inês já era. O maridão foi caminhar na praia. Euzinha fiz minha ginástica e fui batucar teclinhas.
E nem adiantaria pegar o caminho da manifestação: do Cais de Santa Rita, onde começou, ao Marco Zero, aonde o mar de gente de vermelho e amarelo desaguou. E de lá ao Cais do Apolo e às pontes Maurício de Nassau e Limoeiro. Tudo inundado de povo, sem medo de ser feliz.
Isso numa manhã de sexta-feira chuvosa.
O Lula é largo, diria minha mãe. E muito amado, e não somente por aqui, o Nordeste disposto e valente, que encara a vida de frente, com força, alegria e pertencimento.
Isso porque, no troar de uma voz inconformada, logo cedo ,”Ele (Lula) quebrou o Brasil, e vai quebrar de novo…” Então, tá.
A salvação da economia, troou a voz impossível de não se ouvir, é o capiroto, filho do Coisa-ruim, preso por tentativa de golpe.
Ele mesmo, o “irmão” do banqueiro mineiro Vorcaro, preso por passar a mão no dinheiro dos aposentados do setor público de Brasília, do Rio e que tais, comprar políticos, juízes e assemelhados.
Palavra da Polícia Federal.
E não é que o aprendiz de feiticeiro resolveu, agora, que vai destituir a santa-padroeira do Brasil! Lembram do pastor da Universal que chutou a imagem da Senhora de Aparecida? Pois, tá aí a bala de prata.
Imbecilidade a gente vê por aí.
Nesta sexta, já em São Paulo, o presidente assinou a Medida Provisória que extingue as Bets no Brasil. Acertadamente. É menos um tormento para as famílias brasileiras.
Tapete vermelho andante e voador para o filho do Nordeste.
Bora com Lula, passar a régua no primeiro turno!

Uma mar de gente com Lula no Marco Zero, Recife, Pernambuco, um verdadeira DataPovo – foto Ricardo Stuckert/@LulaOficial no Instagram
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