Para não esquecer, e não tornar a acontecer

No 31 de agosto deste ano em curso fez 10 anos da conclusão do golpe que tirou a presidenta Dilma Rousseff, primeira e única do seu posto.

Em meio à turbulência política que visa desviar o Brasil do curso da soberania e do mínimo de dignidade do seu povo, é bom não esquecer para não deixar acontecer de novo.

A bem da memória, que neste país se mantém curta e/ou conveniente, republico o poema que escrevi e publiquei aqui em 2023, no aniversário da primeira década das Jornadas de Junho.

Hoje não se tem mais dúvidas que o que foi apresentado como pressão legítima, jamais aconteceram por conta dos “20 centravos” de aumento no preço do transporte público, mesmo.

Sem esquecer o papel do tucano Aécio Neves, mau perdedor, ao questionar o resultado das urnas em 2014. As manifestações foram, sim, o estopim financiado da violência política que deu combustão ao golpismo.

Desde então, vivemos em estado permanente de alerta para o golpe, ainda que todas as tentativas que se seguiram tenham dado com os burros nágua.

No momento, o alvo aparente é a Suprema Corte brasileira, circundada por um vespeiro. Nada é o que parece, ou não apenas.

A tentativa articulada e direcionada para descredibilizar o que, nas palavras de um ex-ministro do STF, Marco Aurélio Mello, “é o último bastião da democracia”, visa manter a porteira aberta para questionar o resultado das eleições presidenciais.

Ou alguém já esqueceu o 8 de janeiro de 2023?

Também agora, em que nada é o que se tenta impor às consciências nacionais, há densa cortina de furmaça para encobrir mal-feitos, para dizer o mínimo. Con o auxílio luxuoso da mídia venal, para variar.

Por exemplo, a participação do filho-candidato do Coisa-ruim no escândalo do Banco Master, a partir do financiamento da cinebiografia do pai, coisa de 70 milhões depositados em contas no exterior.

A julgar pelo andar da celeuma, o ministro André Mendonça, o terrivelmente evangélico, descarregou sua artilharia, recheada de ilegalidades, sobre o colega Alexandre Moraes. Tentativa de retirar-lhe a capa de “herói da democracia”, transformando-o em vilão.

Não é possível que não tenha se ligado no efeito bumerangue: as investigações indicam que ele também tem assinatura neste cartório que movimenta e desvia bilhões. E que parece envolver diferentes quadrantes da República.

Moraes, por sua vez, acusa o colega de agir politicamente na condução da relatoria do caso Banco Master, e encaminha denúncia à Presidência da Corte Suprema, com pedido de investigação.

Edson Fachin retira a denúncia do inquérito das fake news, relatado por Moraes e anexa à Petição aberta para apurar eventuais irregularidades na condução das investigações da Polícia Federal determinadas por Mendonça.

Pede ao procurador-Geral da República, também chamuscado na quebra ilegal do sigilo, e ao próprio Mendonça, que se manifestem em cinco dias.

Qualquer que seja o desfecho desse imbróglio, ambos, Moraes e Mendonça – é quase o nome de dupla serteneja – têm explicações a dar.

Ainda que os vazamentos não relatem obtenção direta de vantagem financeira pessoal por parte do Xandão, mas pretensos diálogos com Daniel Vorcaro pelo WhatApp, onde só aparece a fala do banqueiro.

O contrato milionário com empresa de Vorcaro, decência à parte, cabe na atividade profissional da advogada Viviane Barci Moraes. Claro que ser mulher do poderoso ministro do STF contou para a escolha do banqueiro mineiro, que age sorrateiramente como serpente que demonstra ser em seus atos.

Moraes revisou o contrato do escritório de advocacia da mulher dele, e o teria feito no seu horário de expediente no STF. Hipócrita ou não, a moralidade tem pesos e medidas circunstanciais.

Qualquer que seja o desfecho desse imbróglio, repito, ambos – Moraes e Mendonça – têm explicações a dar.

Cabe ao chefe Edson Fachin cobrar, com a devida vênia.

Lula já o fez em duro pronunciamento à Nação.

A ver no que vai dar.

Com Portal do STF

Charge Aroeira, obrigada.

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  • Postagem revista e atu
  • aslizada em 06.09.26, às 10h46 e novamente em 25.09.2026, às 17h11: correção de erros de digitação, repetição de frases e também concordância verbal. Acréscimo de parágrafos sobre a trama.

Devo o áudio.

2 comentários

  1. ENCAMINHANDO!!!

    celia rodrigues – radialista em Comunicação de Gênero no rádio. Integra: Frente de Mulheres de Movimentos do Cariri CE Rede Mulher e Mídia Rede Mulheres Amarc/Brasil Rede Mulheres em Comunicação COMDEM – Conselho Municipal de Defesa da Mulher – Juazeiro do Norte CE

    *Terapeuta Holística em Reiki**Cel. 88 – 99635-1560 – TIM*

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