Floriterárias 10 anos celebra Inaldete Pinheiro, seu ‘Baobá’, no 25 de Julho

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por Sulamita Esteliam.

Julho caminha para o fim e avança o semestre, e é um mês repleto de datas memoráveis e eventos celebrativos, aliás como todos os meses do ano. Há sempre um dia disso ou daquilo ou daquele outro.

Por exemplo: 25 de julho é Dia Nacional do Escritor, e a gente acrescenta, por necessário, da Escritora. Todavia, não só. A data joga luz à resistência e luta da mulher negra latino-americana e caribenha contra o racismo e o sexismo.

Daí, ainda, ter sido instituído também como Dia Internacional de Teresa de Benguela e da Mulher Negra. Em meio à pandemia de violência contra mulher, violência política inclusive, a negra é a principal vítima, corroboram todos os levantamentos.

Aqui no Recife, o Clube de Leitura Florliterárias, que este ano completa 10 anos de disseminação da palavra escrita, principalmente por mulheres, celebra a primeira década ao longo do ano.

E devidamente o faz, neste mês, em dose tripla: o aniversário do coletivo, no fim de abril, os 80 anos de Inaldete Pinheiro e o Julho das Pretas.

Um sarau maravilhoso em torno da obra da decana, mulher ímpar, que inspira, propõe, cutuca e estimula a luta, a caminhada evolutiva em várias direções. É ‘O Baobá’ do Clube de Leitura.

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Ao fim e ao cabo, enquanto a homenageada autografava sua obra, sua poesia abundante, generosa e potente em Travessias, abria fala e ouvidos para versos autorais de toda sorte.

O encontro se deu na Biblioteca Carmen de Burgo, do Instituto Cervantes, no Recife Antigo ou Bairro do Recife. Sob a batuta pioneira de Anita Presbítero, fundadora do Floriterárias, o clube que estimula a leitura, o debate sobre literatura, saberes e o fazer da mulherada, que recita e pratica sororidade.

Inaldete estreou novo ciclo a 11 de abril. Mulher negra das letras e da educação antiracista, reverenciada por mulheres negras, em sua maioria, de diferentes gerações, de todos e múltiplos fazeres.

Mulheres que fazem da palavra escrita, falada e recitada, arma contra a opressão e a discriminação, que vicejam, apesar de…

O que insiste em resistir, a despeito dos esforços e conquistas, não esmorece quem se mantém de pé, o olhar atento para a beleza de existir, o coração aquecido pela ânsia de transformar, que estimula o apetite por justiça. Ativismo permanente e indispensável, ainda.

Há que esperançar. Não há tempo para cansar.

Salve o fazer literário. Salve as mulheres que tecem palavras em todos os sotaques. Salve Inaldete Pinheiro de Andrada, potiguar-recifense.

Salve o Florliterária, que acolhe e atiça o verbo. Salve a mulherada de todos os saberes, cores, raças e fazeres.


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