‘Tapete vermelho para o filho do Nordeste’

Áudio ao pé da postagem.

por Sulamita Esteliam.

A campanha está nas ruas. O PT, e o povo-militante brilharam no lançamento da candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva, cada vez mais iluminado pelo amor de sua gente e, sobretudo de Rosângela Lula da Silva, a Janja.

Essencial lembrar que não basta eleger Lula presidente. É decisivo garantir-lhe base de sustentação parlamentar robusta, votando em candidatos progressistas, deputados e senadores que respaldem as ações do governo. Basta de Congresso inimigo do povo.

O palanque: uma imensa passarela vermelha com a logomarca da campanha 2026, antes da escada que dá acesso às estrelas da festa. Lula de branco total, o companheiro de chapa, Geraldo Alckmin e Fernando Haddad, candidato do PT ao governo de São Paulo, de azul.

Janja combinou branco e vermelho. Lu Alckmin vestiu branco e Ana Estela branco com vermelho e azul. Um concertamento visual elegante.

É preciso destacar: a primeira-dama do Brasil tem alma militante, coragem para falar o que é necessário, e coração fogueteiro, que encanta e inspira o marido-presidente, que ela trata publicamente de “amor”.

Janja é uma Silva de berço, faz questão de informar na abertura do seu discurso. É também uma Silva por direito conquistado.

Sem falso pudor. Sem enquadramento no figurino cerimonial, sem recato que não cabe numa mulher que tem luz própria. Que homenageia seu homem-presidente com sua presença de espírito, sua inteligência articulada, seu ativismo, cantoria e dança.

Sem medo de ser feliz.

Interrompeu o discurso para reclamar a equalização do som, o que fez Fafá de Belém emudecer nos agudos do Hino Nacional. Sempre tem uma falha. Foi atendida. Recomeçou do princípio. O povo aplaudiu. Cantou, com gestos largos, o jingle-gospel com o pastor e cantor carioca, Kleber Lucas.

Voltou das cinzas, voltou da prisão / com a mesma força, a mesma paixão / não é só um homem, é a voz que não calou / é o amor do povo que nunca se rendeu,

(…)

Tapete vermelho pro filho do Nordeste, tapete vermelho para quem nunca se esquece (…) Lula, Lula, o Brasil te ama…

Gentileza e sabedoria para espantar fantasmas e venerar quem veio antes dela. Seu discurso de chamamento das mulheres para reeleger Lula emocionou, sobretudo, quando trouxe à luz a memória de Marisa Letícia, a “Dona Marisa”, como a tratava o marido.

A criadora da estrela, bordada com talento e afeto na bandeira do PT. A estrela que busca o tetra ao Palácio do Planalto, nasceu de suas mãos, do seu cuidado, do seu carinho. Simboliza a presença dela e de todas as mulheres que sustentaram na coxia a luta dos trabalhadores.

Embora não estivessem no chão das fábricas nem ocupassem os postos de direção sindical, elas tiveram papel essencial na sustentação das famílias e da mobilização conduzida por Lula por melhores salários, direitos e dignidade.

Essas mulheres, lideradas por Dona Marisa, foram uma força importante e são pouco lembradas. Sem a presença delas, presidente, talvez essa história toda tivesse sido diferente”

O gesto e a fala, certamente, quebraram barreiras, tiraram pedras do caminho, abriram a janela do entendimento sobre a relação de Janja e Lula. O marido se emocionou e agradeceu a homenagem à Marisa Letícia.

Que se diga, e Lula disse, morta pelos desmandos da Lavajato. A operação lesa-pátria chefiada por Sérgio Moro e os procuradores piratas da República de Curitiba. Foram desmascarados. Ainda precisam pagar pelo que fizeram.

Na Vila Euclides, o estádio de São Bernardo do Campo, onde tudo começou, há 47 anos, houve vários momentos que emocionaram quem tem olhos para ver e ouvidos para ouvir. Cito três:

  • Lula se levanta para abraçar a moçada que dançou o “Rap do Silva” , parodiado a jingle da campanha com sua trajetória de retirante, metalúrgico a presidente da República por três vezes, rumo ao tetra.
  • Lula homenageia a mãe, dona Lindu, mulher determinada, corajosa, analfabeta, abandonada pelo marido, que criou oito filhos sozinha, e o educou para ser quem ele se tornou. Chora quando lembra a mãe.
  • Lula ergue os braços e pede que a multidão o acompanhe no gesto simbólico de confiança no voto peka sua reeleição, como fizeram os trabalhadores na greve de 1979. êxtase coletivo.

É o Lula da Silva, com a estrela que brilha, ele é brasileiro, trabalhador e família.

Acompanhei a festa pela transmissão da TVT e pelo Youtube/Brasil 247. Agrego links da Rede de Comunicação do PT, também aqui e aqui do Brasil de Fato.

É para você ler e ver o que a manipulação da mídia venal e global omite.

As fotos: Ricardo Stuckert, fotógrafo oficial da campanha rumo ao Tetra, via Rede de Comunicação do PT.

Fico por aqui. Já é tarde.

Eis o áudio, postado na noite da terça-feira, 18., quando também corrigi erros de digitação ao longo do texto:

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