Meu Gerais debaixo dágua

Por Sulamita Esteliam

Meu Gerais está debaixo dágua. A cada ano que passa as enchentes causam mais estragos. É a natureza cobrando do homem suas ações intempestivas e irresponsáveis. Veja o caso da capital mineira. Canalizaram e cobriram de asfalto, praticamente, quase todos os rios e córregos da cidade, e a consequência tem vindo a galope.

Este ano até a Av. Cristiano Machado, que nunca soube o que é enchente, inundou. Por obra e graça da tão aplaudida – e cara – Via Verde, espetacular ligação da capital ao Aeroporto de Confins.

A expressa Tereza Cristina, que circunda a populosa Zona Oeste, ligando dezenas de bairros e vias de acesso, desde a inauguração, vira mar a cada chuva pesada. Derruba casas, barreiras, leva carros e mata gente – pobre, claro. Pois que, copio gente que é do ramo, a canalização dos córregos e rios aumenta a velocidade da água, já que não há terra para absorvê-la. Quando ela encontra saída, arrerebenta com tudo – quase sempre nas periferias.

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Transcrevo reportagem do Correio do Brasil, sobre as enchentes em Minas Gerais:

Mais quatro municípios decretam situação de emergência em Minas por causa da chuvas

9/1/2011 11:01,  Por Redação, com ABr – de Belo Horizonte
Chuva-ESCidades do Espírito Santo e Minas Gerais têm sofrido com as chuvas neste início de ano 

O número de municípios que decretaram situação de emergência desde o ano passado em Minas Gerais por causa das chuvas subiu para 63, com a inclusão das cidades de Divinolândia de Minas, São Geraldo do Baixo, Espírito Santo do Dourado e Ouro Fino. De acordo com a Coordenadoria Estadual de Defesa Civil, 108 municípios foram atingidos pelas chuvas, com 16 mortos, 52 feridos, 13.530 desalojados e 2.007 desabrigados.

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o tempo ainda permanecerá muito instável com possibilidade de temporais localizados nas regiões do Triângulo Mineiro, no oeste e no sul do estado. Nas demais regiões, a previsão é de sol entre nuvens, mas o calor e a umidade elevada favorecem a ocorrência de pancadas de chuvas à tarde.

A Defesa Civil do estado está sem telefone fixo desde a última sexta-feira (7), por causa de manutenção na rede. A situação será normalizada amanhã (10), mas a comunicação de ocorrências pode ser feita pelo número (31) 9818-2400. A Coordenadoria Estadual de Defesa Civil recomenda que os coordenadores municipais continuem monitorando as áreas de risco e orientando a população quando ao risco de deslizamentos, enchentes, inundações, desabamentos e alagamentos.

No Espírito Santo, 42 municípios foram afetados, mas a situação já está normalizada. Segundo o Inmet, o tempo hoje no estado ficará claro a parcialmente nublado, com possíveis chuvas em áreas isoladas. Até a última sexta-feira (7), o número de desabrigados havia caído de 1.336 para 790 e 16.212 pessoas estavam desalojadas.

No Rio Grande do Sul, o problema é a estiagem provocada pelo fenômeno La Niña, que atinge principalmente o sul do estado. Quatro municípios ainda estão em situação de emergência: Herval, Hulha Negra, Pedras Altas e Candiota. Os municípios de Bagé, Aceguá, Pinheiro Machado, Piratini, Pedro Osório, Cerrito, Lavras do Sul e Dom Pedrito estão atingidos pela seca, mas ainda não decretaram situação de emergência. A previsão para o estado é de tempo parcialmente nublado a nublado com pancadas de chuva em áreas isoladas.

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