por Sulamita Esteliam

Até agora o governador de Minas, Antônio Anastasia não deu qualquer explicação para o flagrante de espionagem na qual foram pegos agentes da PM mineira. O SIND-UTE é a vítima.
Consta que, também, sítio eletrônico da entidade ficou fora do ar no mesmo dia em que um dos arapongas foi interceptado rondando a sede do Sindicato dos Professores, que estão em greve há mais de três meses pelo cumprimento da Lei Federal 11.738, do Piso Salarial.
Além do governo, os grevistas têm enfrentado a oposição da mídia, nada simpática ao movimento.
Nilmário Miranda lembra, em seu blogue, que o governador é o comandante da PM e deve prestar contas à sociedade: “Espionagem é crime”, observa.
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Altamiro Borges, do Centro de Mídia Alternativa Barão de Itararé, também escreve a respeito no Blog do Miro. Transcrevo, por oportuno:
Tucanos de MG espionam grevistas
A intransigência é a marca do governo de Minas Gerais. Além de bloquear qualquer negociação, Anastasia acionou a polícia para espionar os líderes grevistas. Nesta quinta-feira, dirigentes do Sindicato dos Trabalhadores na Educação (Sind-UTE) denunciaram à Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa que estão sendo monitorados por policiais militares à paisana.
“Tentativa de intimidação”
Segundo Beatriz Alvarenga, coordenadora da entidade, a espionagem policial é uma “tentativa de intimidação dos grevistas”. O caso é gravíssimo e revela o caráter autoritário dos tucanos mineiros. Tanto que o presidente da Comissão de Direitos Humanos, deputado Durval Ângelo (PT), solicitou proteção para os dirigentes do Sind-UTE, temendo qualquer ato de violência.
Esta solicitação ganhou força depois que deputados descobriram que os carros usados no monitoramento da greve são oficiais. As placas aparecem como de consulta restrita. O deputado Rogério Correia, também do PT, conseguiu filmar um dos arapongas nas proximidades da sede do sindicato. Ele fugiu no seu carro Fiat Siena quando foi abordado.
PSDB não cumpre a lei
A repressão tucana à greve dos professores da rede estadual é totalmente descabida. A categoria reivindica o piso salarial nacional, que foi fixado em lei em R$ 1.187 para 40 horas semanais. Após mais de três de paralisação, o governador Anastasia ofereceu na semana passada um mísero salário de R$ 712. Os professores rejeitaram a proposta e decidiram manter a greve.
Em nota pública, o Sind-UTE criticou o governo tucano, “que não cumpre a lei federal e acaba com a carreira dos profissionais em educação”.
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