Drummond, o 17 de agosto e um poemeto

por Sulamita Esteliam

Nesta sexta, 17 de agosto, chove sem cessar no Recife. A cidade está sendo chicoteada pela água e pelo vento, e o corpo da gente, até, pede algum agasalho. Já a alma, melancólica, pede poesia, na contramão da faina cotidiana. Forçoso lembrar que, nesta data, encantou-se o Poeta.

Ainda ontem, em tarde agradável com visita amiga, lembrei-me de poemeto-homenagem a Carlos Drummond de Andrade. Escrito há 25 anos, na cidade de Belo Horizonte, onde fui semeada, cresci e pari três dos quatro frutos que gerei. Publico-o abaixo, não sem corar diante do, para mim, Poeta Maior:

 

Vá, Carlos!

 

É claro que, no Rio, não perderia esse encontro – registrado pela amiga Regina Southergate, em 2007

Drummond virou passarinho.

Não resistiu à ausência da filha

e voou ao encontro dela – doze dias depois.

 

Meu filho faz doze anos e pergunta:

– Por que logo hoje…!?

 

Morte empatando alegria.

Vida embaçando morte.

 

O Poeta fez amigos aqui em casa:

moldou carinho e respeito

em bem traçados versos.

 

“Vá, Carlos, ser gauche…” no céu!

***************************************

Clique para relembrar um pouco sobre o Poeta de Itabira do Mato Dentro, nas Minas  Gerais.


Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s