De folgas e apertos, em vésperas de primavera

por Sulamita Esteliam
Ipê amarelo, em gestação de primavera, no Jardim América, Zona Oeste de BH – SE

Tirei alguns dias de férias do blogue, única maneira que encontrei de aproveitar os derradeiros momentos de minha estada nas Gerais. Por lá, é tempo de exuberância, quando a floração dos ipês desnudam de folhas os galhos, e vestem Beagá de Cidade Jardim, e transformam as estradas mineiras em espetáculo para os olhos. É prenúncio da migração do inverno para a primavera, que nos deixa boquiabertos, tamanha sabedoria e beleza.

As duas primeiras semanas, como já contei para vocês, foram dedicados, quase que, exclusivamente ao trabalho inadiável que levei na bagagem. Não obstante, devo me penitenciar por não ter deixado aqui um recado para quem me honra com o acesso diário. A razão não é outra que não a fuga ao comichão natural a qualquer blogueiro/a: se abrir o computador, bloga.

Agora, de volta ao Recife, obrigações caseiras me absorveram, total e incondicionalmente, nos dois primeiros dias – impossível fugir à sina de dona de casa. Só hoje, início de noite, tento me redimir. A intenção era retomar com uma crônica ilustrada das minhas andanças – parcas, pelos motivos que já expliquei. Terei que adiar.

É que me deparei com alerta de suspeita de contaminação por “arquivos maldosos” (malweres), a partir de acesso que o blogue mantém para o sítio da campanha Banda Larga, Direito Seu. Se você tentou navegar pelo A Tal Mineira nos últimos três dias, deve ter se deparado com a mensagem de segurança, que acaba tendo efeito terrorista.

Não é a primeira vez; ano passado, por volta de agosto, se a memória não me falha, ocorreu a mesma coisa: tive que remover o baner da campanha, aguardar que o problema se solucionasse, para então voltar a lincá-la. Fiz a mesma coisa, neste setembro de 2012.

Ainda que arquivos maliciosos possam ser detectados por um bom anti-vírus, fato é que as pessoas se assustam. Tanto, que, para além da falta de atualização, o número de entradas no blogue caiu a um terço, nesta quarta e quinta-feiras. Então, fui obrigada a cortar o mal pela raiz, ainda que temporariamente. É claro retomarei o acesso, mais adiante.

Incidentes de percurso em tempos digitais, que não deixam de traduzir uma certa sacanagem; não raro, contra quem se liga a causas que contrariam interesses vários.

A propósito, antes da cirurgia de emergência, assinei, via sítio da campanha, petição pela instalação de CPI para para investigar as empresas de telefonia móvel quanto às altas tarifas cobradas e a má qualidade do serviço – Proposição 0013/2012. Você pode assinar, também, sem risco, diretamente no sítio especializado em Petição Pública – aqui.

No mais, sigamos adiante, que o mundo é uma carrapeta, gira e aperta, senão se esvai nas janelas do tempo. Amanhã tem mais.

 

 

 

 

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