Vamos mal, muito mal, nesse diapasão…

por Sulamita Esteliam
Celso Melo, primeiro ao alto, no sentido horário, desempatou a votação que estava 4×4 – Foto capturada no sítio de Carta Capital

Juro que hoje eu queria ficar nos temas amenos. Aliás, nem queria escrever; mereço um banho e uma cama onde sopra a brisa refrescante do mar… Eis tudo o que queria ao retornar ao meu canto, depois de dia exaustivo. Todavia, não dá para deitar em berço esplêndido, quando temos um STF a antecipar, em quatro dias, o fim do mundo preconizado pelos Maias.

Neste 17 de dezembro de 2012, aqueles que deveriam guardar, honrar e respeitar a nossa Lei Maior, rasgaram a Constituição-cidadã. O Supremo passou por cima do Congresso Nacional, mais especificamente da Câmara, e cassou o mandato de três deputados federais, eleitos pelo povo. Vai ficar na História como “o dia da vergonha do STF”, nas palavras de Luis Nassif.

E o Maia, Marcos, que preside o Parlamento, e anunciou resistência, está ameaçado de prisão, caso faça valer a prerrogativa constitucional de a Câmara levar a cabo o processo que a ela compete nessas circunstâncias. Notem a curiosa, e trágica, coincidência.

Há outra, que meu senso insiste em assinalar, com mil perdões àqueles que fazem a arte circense: justo no dia em que se dá tal fato estapafúrdio, o governo federal reabre a Escola Nacional de Circo, no Rio de Janeiro….

O que assistimos – atônitos, mas não surpresos, desde o esquema montado para o julgamento da ação 470, em dobradinha com o PIG – não merece o título de palhaçada; nem mesmo no sentido pejorativo em que se mal-costuma usar a palavra. Sequer malabarismo se configura, pois que de arte não se trata, e sim de artimanha grosseira.

É “supremocracia”, termo cunhado pelo sítio Brasil 247, ao lembrar que o papel a que se afigura o STF, o equipara ao poder moderador de D. Pedro I, em 1824.

Vamos mal, muito mal, neste diapasão.

Clique para ler a análise de Saul Leblon em Carta Maior.

Aqui, a reportagem de Carta Capital sobre o desempate que resultou na usurpação de poder.

Fecho com o vídeo com o comentário de Bob Fernandes, no Jornal da Gazeta:

 

 

Depois de tudo, se puderem, tenham uma boa noite.


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