por Sulamita Esteliam
Andava com saudades do poeta, de sua prosa versejante a cronicar o que a alma e o olhar captam ao redor do mundo. O mundo que não se vê, mas que ainda assim começa no Recife. Jomard de Brito, para embalar o fim de semana:
POESIA tem NOME ou FOME?
Ninguém sabe quem seja esta senhora ou
senhorinha tão fogosa e fulgurante.
senhorinha tão fogosa e fulgurante.
Ninguém sabe o que ela quer de nós.
Fêmea tão Safo e Surfistinha. Quem?
Entrelugares da sensualidade. Quando?
Ninguém decifra seus enigmas e paradoxos.
Mas alguém consegue ser cúmplice
dessa intérprete mais Pandora.
Porque busca teorizar seus repentes.
Cordelista dos sertões aos maremotos.
Ninguém traduz condições de possibilidade
de sua eterna e carente modernidade.
Além dos modernismos de outrora no agora.
Seria o pós-tudo de nós, contemporâneos?
Ela se pergunta e não ousamos replicá-la.
Ninguém é de ninguém, mesmo dela.
Descompasso de cânones.
Desatino dos fundamentalistas.
Desmanche de tardios romantismos.
Alguém imagina moça tão abusada,
mal comportada em qualquer Academia?
Ela continua preferindo a memória das
pedras, arrecifes e buracos do mundo
transfigurados por Iezu Kaeru.
Ninguém reinventou seus nomadismos.
Arrebentando torturas inimagináveis.
Outros interpenetraram seus cortes
mais do que epistemológicos. E cruéis.
Ninguém viajou no azul quanto ela
perseguindo Carlos Pena Filho.
Alguém experimentou a mais grave sordidez
fora e dentro da máquina do mundo.
Angélica Freitas e Amador Ribeiro Neto
percorreram nomes tentando saciar
sua fome rilkeana e transconcreta.
Ninguém intercalou jogos de linguagem
nos labirintos da poeticidade em FEBRE
TERÇÃ por Fernando da Rocha Peres.
Ninguém se aproximou tanto da ira de
morrer e da alegria sem provar nonada.
Alguém poderia interromper o circuito
das interrogações: Poesia? Poema?
Poiesis? Poemações ?
Signos e signagens por tudo mais raro.
Junho, Recife em fogueiras 2013.
atentadospoeticos@yahoo.com.b

Vixi, juro que sentime descrita…
” Ninguém sabe quem seja esta senhora ou* *senhorinha tão fogosa e fulgurante. Ninguém sabe o que ela quer de nós. Fêmea tão Safo e Surfistinha. Quem? Entrelugares da sensualidade. Quando? Ninguém decifra seus enigmas e paradoxos. Mas alguém consegue ser cúmplice dessa intérprete mais Pandora. Porque busca teorizar seus repentes. Cordelista dos sertões aos maremotos. Ninguém traduz condições de possibilidade de sua eterna e carente modernidade. Além dos modernismos de outrora no agora. Seria o pós-tudo de nós, contemporâneos? Ela se pergunta e não ousamos replicá-la. Ninguém é de ninguém, mesmo dela. Descompasso de cânones. Desatino dos fundamentalistas. Desmanche de tardios romantismos. Alguém imagina moça tão abusada, mal comportada em qualquer Academia? Ela continua preferindo a memória das pedras, arrecifes e buracos do mundo[…]”
kkk… juro que pensei em vc qdo li, Marcita Maracajã…
KKKKKKK SÉRIO QUE PENSASSE? TU CONHECE ESSA ALMA AQUI! Ô MULHER! CHEIROS!