Mulheres negras em marcha

por Sulamita Esteliam
Foto capturada no FB/Marcha das Mulheres Negras
Fotos capturadas no FB/Marcha das Mulheres Negras

O 21 de março é, mundialmente, dedicado à eliminação da discriminação racial. No mote, em Recife foi lançada a Marcha das Mulheres Negras – Contra o Racismo, a Violência e pelo Bem Viver. A Marcha vai acontecer em Brasília, em 28 de setembro de 2015, e foi definida em encontro em 2011, em Salvador e referendada em 2013 pela Carta do Recife.

A data celebra o Dia da Mãe Preta, em alusão à Lei do Ventre Livre,  assinada pela princesa Isabel, em 1871, em um dos seus vários períodos de regência imperial. É parte, também, das homenagens a Zumbi dos Palmares, assassinado em 20 de novembro de 1665. Portanto,  320 anos se completam em 2015.

É o primeiro passo para viabilizar a manifestação definida que pretende reunir milhares de brasileiras, negras, dos quatro cantos do país na capital da capital da República. O objetivo é quebrar a invisibilidade que cerca a condição feminina, sobretudo das mulheres negras, em terra brazilis – e em Pernambuco não é diferente. Saiba mais aqui e aqui.

Daqui até setembro do ano que vem, as ativistas pretendem agregar à causa mulheres das diferentes regiões pernambucanas, e angariar recursos para viabilizar a Marcha.  A mobilização se dá a partir de 5 de abril, com reuniões quinzenais, rodas de diálogos, atos públicos e fóruns.

As informações foram divulgadas em coletiva de imprensa na manhã desta sexta, na sede do SOS Corpo, no Recife. repassadas pela Assessoria de Imprensa da Marcha, via Rede Mulher e Mídia. Como estou a milhas de distância, completei com pesquisa na rede.

O Dia Internacional pela Eliminação da Discriminação Racial homenageia as vítimas do massacre de Joanesburgo, na África do Sul, em 1960. Em tempos de apartheid, a população negra era obrigada aportar um cartão que definia os locais onde era permitido circular.

Naquele 21 de março, cerca de 20 mil pessoas protestavam contra a Lei do Passe. A manifestação era pacífica. Ainda assim a polícia do regime abriu fogo contra a multidão desarmada. Resultado: 69 mortos e 186 feridos.

Sobre racismo e discriminação de gênero, leia também neste blogue:

A força da mulher negra e a violência do racismo

Salve a mulher negra, latino-americana e caribenha!

Violência contra a mulher negra é pandemia

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