A peste do Aedys e o desafio de mudar hábitos

zikazero post2por Sulamita Esteliam

Recebo de uma amiga querida de Brasília, a jornalista mineira Elma Heloísa, via zap-zap, convocação assinada pelo secretário Nacional de Articulação Social, Wagner Caetano, para mobilização nacional. Acontece no sábado, 13, conforme anunciado em cadeia nacional pela presidenta Dilma Roussef, para combate ao Aedes Aegypti, transmissor dos males que assombram o Brasil nos últimos tempos.

Essa tarefa é de todos nós, forçosamente plural, e não apenas dos governos federal, estadual, municipal. Embora cada qual deva cumprir seu papel, exige mudança de hábitos e empenho. A Tal Mineira está na campanha, a partir desta postagem.

Curiosamente, até a hora em que escrevo, não vi uma linha sequer a respeito das atividades do dia 13 no portal da Prefeitura do Recife. A última notícia trata das ações voltadas para o Carnaval.

E olha que o Recife, e também o Estado de Pernambuco, detêm a maioria dos casos suspeitos , e também os confirmados, de Zika, Chikungunya e de microcefalia no país. O último boletim oficial disponível no portal do Ministério da Saúde data de 27 de janeiro, e pode ser acessado aqui.

Li ou ouvi dia desses, reportagem interessante sobre os hábitos do vetor de transmissão do vírus da dengue, da Zika e da Chikungunya. O bicho é praticamente um camaleão, como costuma dizer um primo torto que eu tenho lá Sete Lagoas.

Sabe-se, por exemplo, que é esperto o suficiente para se reproduzir mesmo em ambientes hostis: não tem água limpa, vai suja mesmo. E qualquer meia dúzia de gotas numa folha ou tampinha de garrafa esquecida num canto do quintal ou na varanda é suficiente. Que dirá do amontoado de lixo que costumamos ver por aí nas ruas …

Então, não dá pra cochilar nem fazer pouco caso do bichinho. Quem tem mais de 50 anos, certamente, há de se lembrar da expressão “mosquito elétrico”, impossível de se aquietar, difícil de combater. Pois esse tal Aedys é pior…

Busquei e agora está no Youtube o vídeo com o cordel Esse mosquitinho é a peste, da cordelista e enfermeira, Anne Carolinne Medeiros. Não consegui incorporar a versão que me chegou pelo zap-zap, em fins do ano passado, enviada pelo amigo pernambucano, o jornalista Ruy Sarinho. Ajuda muito a esclarecer:

 

 

Mas voltemos à força tarefa do dia 13. As ações acontecem em 353 municípios escolhidos, incluídas as capitais, com a ajuda de 220 mil militares das Forças Armadas. Ministros, secretários executivos e presidentes de empresas públicas, autarquias e fundações federais estão convocados para acompanhar e apoiar os trabalhos.

A informação que me chega, é claro que está no computador de todas as redações do país. Assim como a notícia de que o governo federal acaba de assinar acordo internacional para desenvolver vacina de combate ao vírus da Zika.

Trata-se de pesquisa a ser desenvolvida pelo governo brasileiro em parceria com a Universidade do Texas Medical Branch dos Estados Unidos. A perspectiva é de se ter o produto em dois anos.

Paralelamente, outro parceria anunciada pelo Ministério da Saúde envolve o governo do Estado da Paraíba e a agência CDC do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos para identificar fatores associados entre Zika e microcefalia.

A propósito, a Globo local veiculou matéria na noite desta quinta-feira, que dá conta de pesquisa que vem sendo realizada com 38 bebês portadores de microcefalia no Recife. Visa identificar as principais alterações congênitas no cérebro das crianças.

O estudo envolve médicos da AACD, Fundação Altino Ventura e hospitais Oswaldo Cruz e Agamenon Magalhães, e objetiva publicação em revista científica internacional.

Importante procurar se informar sobre os processos de contaminação, tratamento e consequências dos males transmitidos pelo mosquito e como ele se reproduz. Há muita boataria e mito circulando por aí.

 


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