Da capital ao Cipó e à Serra que agora vou conhecer…

Ares da Serra do Cipó- Foto: Barriga da Lua
Ares da Serra do Cipó- Foto: Barriga da Lua
por Sulamita Esteliam

Devo dizer que esta sexta me desaconselha a escrever. Tive um dia corrido, mas prazeroso, de manter aquecido o coração: fiz o que tinha que fazer na rotina que se me exige, a despeito de supostamente, como diz a Folha, estar em férias – prolongadas, devo admitir.

E fui além, muito além…

O melhor do dia foi rever minha amiga desde a faculdade, Rô, de Rosângela, uma mulher muito especial. É daquelas que consegue sempre se impor, usando a porta do lado – mesmo estando de nariz quebrado, consequência de uma queda em casa, onde mora só.

E olha que é de escorpião, nascida no mesmo dia que minha mãe, que já é estrela. O que explica muita coisa.

Não registramos o reencontro em fotos. Rô é um tanto avessa a exposição pública. E o que a gente não faz por uma amiga,né não!?

Almoçamos juntas no restaurante de outro amigo querido, que serve o melhor peixe e pratos criativos com frutos do mar desta minha Beagá litoranea da Serra do Curral: Xanadu – bem ali na Aimorés com Mato Grosso, onde Lourdes e Santo Agostinho se confundem.

Geovani Nadu vem a ser primo do marido da minha irmã Zeíca. Começou em Santa Tereza, na pracinha. Migrou para Savassi, na Sergipe com Brasil. E há alguns anos, cardápio adaptado à realidade diurna, está onde está – ponto estratégico para médicos, executivos e trabalhadores que tais da zona intermediária entre o centrão e a área nobre da capital mineira.

O tempero é o puro Giovani: finesse, sabor e delicadeza, com preços tão honestos quanto a comida e o serviço.

De lá, fui visitar Zeíca, que não via desde o domingo. Encontrei-a faceira, receptiva e atenta.

Li e cantei para ela dois textos do livreto Para Belchior, com Amor, coletiva literária inspirada nas canções do compositor cearense. Homenagem ao setentão retirante em vida, certamente com razões justas, que desconhecemos.

E ao final, com o rosto afogueado, ela me concedeu um beijo na mão. Você não tem ideia do que esse gesto significa para mim…

Já em casa da outra irmã, Lili, que me hospeda, fui acarinhada com uma suculenta farofa de ovo com banana; que fiz acompanhar de biscoitos de queijo com provolone, que eu trouxera do Ferrugem – é o melhor da cidade – e, claro, uma cerva bem gelada…. Fechou.

Bom, na manhã deste sábado sigo rumo à Cipó, conhecer as delícias da província turística, que inclui um Parque Nacional. Vou com um amigo, sua namorada e uma de suas filhas – o que me livra da condição de ‘vela’.

Poderia ter a companhia da Rô, não fosse seu rigor na convalescença. Ela ama a Serra do Cipó; tem até um terreninho por lá…

Mais importante do que a companhia, devo dizer, porém, é que é a minha primeira vez na Serra. Apesar de estar ali, a pouco menos de 100 km da capital, região metropolitana, portanto, algumas vezes só passei por ela – a trabalho, a caminho de algum lugar da região, quase sempre em cobertura política.

Pronto, desta vez, vou tomar banho de cachoeira. Além de desfrutar do talento hoteleiro do coleguinha Sérgio Lacerda, na Pousada Barriga da Lua.

Euzinha mereço.

Mas, para não fugir à regra, compartilho vídeo para refletir o Brasil do golpe. Pode chamar de compulsão; se me omitisse a rima seria imperfeita, não a solução. Drummond que me perdoe, mas ando assim, comovida como o Diabo.

 

 

Bom fim de semana.


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