Um sopro de ar fresco em meio à lambança… E viva o Henfil!

por Sulamita Esteliam

Fui lá no Jornal GGN, do Luis Nassif, filar mais um xadrez do golpe, que explica a lambança institucional ampla geral e irrestrita que virou este nosso País. Li bem cedo, antes de deixar a cama, e decidi que não ia perder fosfato tricotando sobre  o vale-tudo do desgoverno e toda a camarilha que o cerca, se há colegas mais competentes no mister – clique para ler.

Mas desisti. É que topei, lá mesmo no sítio do colega, com a homenagem ao querido, saudoso e inigualável Henfil. O cartunista teria feito 73 anos, no dia 05.

Ao estilo, registre-se, é também uma blague sobre os tempos bicudos e mordomiais. Grauninha assina.

Reproduzo mais abaixo, com ligeira edição para facilitar a leitura.

A bem da coerência, tenho uma significativa discordância, desculpe-me: diretas já, hoje, legitima o golpe, que, não nos esqueçamos, rasgou a Constituição. Daí o vale-tudo.

Sei bem que “o último reduto da cidadania”, como define o ministro Marco Aurélio Mello, resultou em parceria golpista. Hoje é claro feito água de bica.

Mas cabe a nós exigir que o STF cumpra o seu papel, e restaure o legado constitucional. Significa anular a fraude do impeachment, restaurar o mandato da presidenta Dilma, e restabelecer o funcionamento das instituições, como bem explicita o vice-procurador e ex-ministro da Justiça do governo deposto de Dilma, Eugênio Aragão, em postagem anterior deste blogue.

Não é fácil, não é simples, mas é assim.

No mais, viva o Henfil, a Graúna, o Bode Orelana, o Fradim, o Zeferino…! Retratos de um Brasil que se recusa a ter fim…

Parêntesis: lembro-me da manchete do Diário de Minas, reinventado com viés cultural – por uma equipe de fazedores de sonhos, que acabaram se frustrando. A louvação em letras garrafais, brancas, sobre uma capa em fundo preto, sob a batuta do querido editor da primeira página, Jurani Garcia, em janeiro de 1988. No dia em que o cartunista encantou-se (dia 04) ou no dia seguinte. Se procurar, arrisco ter o exemplar em meus alfarrábios.

 

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por Grauninha – no Jornal GGN

Outro dia li que aquele menino, o Dallagnol, aquele dos powerpoints com mapas conceituais confusos, lançou um livro teórico jurídico no qual relativiza conceitos da Constituição Federal de 88.  E a jabuticaba do bolo é simplesmente o conceito, O CON-CEI-TOOOO,  de prova no âmbito do direito de defesa. Tudo bem, fazemos isso em nossos Doutorados.

Lembro do meu e a banca a perguntar mais ou menos assim: Tens peito pra peitar? Não li o livro e nem vou ler. Deltan Dallagnol estava com 8 anos quando esta Ave já tinha seus calos ósseos nos dedos dos pés de tanta passeata para ele poder, hoje, lançar um livro, com “competência e saber notório”, relativizar a nossa Carta Magna.

Mas quando você acha que nada pode suplantar este Desgoverno no campo dos saberes notórios, finaliza-se o dia de hoje assistindo a escolha do Nefasto para uma cadeira no STF. Sim, Ele, o de caráter ilibado e saber notório. O Doutor que negou a Teoria na Prática. Enfim… após um fim de semana muito triste só me restou relembrá-los, como a Galega bem lembrava, de onde viemos e para onde vamos?!!!

Nesses tempos, em que a ética que fundamenta a teoria e esta se encontra de costas para a prática, não poderia deixar passar … 5 de fevereiro foi o dia DELE!  FELIZ ANIVERSÁRIO, HENFIL! 7.3 de um puro amor recheado de muita ética, integridade e dignidade pelo seu país!

Te amo, Papi, sempre…sempre…


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