Chico Buarque, 73, e a alma do Brasil

por Sulamita Esteliam

Chico Buarque, nosso amado, faz 73 anos nesse 19 de junho. Viva Chico! Saúde e alegria!

Quem me lembra do aniversário do artista querido, de coerência e resiliência inabaláveis, é o colega Fernando Frito, o sempre alerta “faz-tudo” do Tijolaço.

Dentre ene postagens do dia, resgata o documentário Vai Passar, dirigido por Roberto Oliveira, e gravado em 2005. Um quase monólogo do artista, em 2005. Roma é o cenário primordial.

Foi na capital italiana que o poeta viveu 15 meses com sua família, em autoexílio durante o regime militar, no final no início dos anos 1970.

E o filme conta sobre a arte e as manhas do compositor para driblar a censura. E fala do engajamento e das preocupações de Chico com a política. do seu ponto de vista de cidadão.

A postagem contrapõe a esperança da lucidez poética aos tempos de brutalidade e do arbítrio. E dialoga com a obra para dizer:

“Vai passar.

Vai, sim.

Tudo passa, se a gente não deixa que entre na gente a brutalidade, a soberba, a vaidade, a ganância, o desprezo pelo ser humano.

Chico Buarque, que completa hoje 73 anos, não vai passar, vai ficar, como os escafandristas de sua poesia, mesmo quando o Rio for uma cidade for uma cidade submersa, mesmo quando cada um de nós submergir no pó dos tempos.”

Chico permanece Chico.

 

Curioso é que, há pouco menos de dois anos, foi no mesmo Tijolaço que busquei inspiração para uma crônica sobre outro documentário mais recente sobre o mesmo Francisco: Chico Buarque – Um Artista Brasileiro, dirigido por Miguel Faria Jr.

Agora, como na época, uma pausa aos temas ácidos que, obrigatória e lamentavelmente, há tempos vem se tornando rotina.

O Brasil há de emergir do pântano abissal em que foi mergulhado. Mas nós merecemos um refresco, mesmo numa segundona. Embora, como Chico, não fujamos à luta.

 

Faixas:

. Vai Passar (Francis Hime / Chico Buarque)
. Jorge Maravilha (Julinho da Adelaide)
Tanto Mar (Chico Buarque)                                                                                                                           Como Se Fosse A Primavera – (Pablo Milanês / Nicolas Guillén – versão: Chico Buarque)       Risotto Nero (Chico Buarque / Sergio Bardotti)
Vai Levando (Caetano Veloso/ Chico Buarque)                                                                                      . Sabiá (Tom Jobim / Chico Buarque)
. Cálice (Gilberto Gil / Chico Buarque)
. Pelas Tabelas (Chico Buarque)
. Brejo da Cruz (Chico Buarque)


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