O Brasil se encontra em Curitiba no 1º de Maio: por direitos e por #LulaLivre

Foto: Roberto Parizotti/AgCUT/Fotos Públicas
por Sulamita Esteliam

Curitiba, capital do Paraná, é o palco central das celebrações do 1º de Maio neste anos de 2018.  O Dia do Trabalhador e da Trabalhadora tem o mote imprescindível:  ‘Em Defesa dos Direitos e por Lula Livre’.

Pela primeira vez, desde a redemocratização do país, as sete maiores centrais sindicais brasileiras estão unidas em atos que representam, na verdade, a sobrevivência do Brasil como nação soberana.

O que unifica CUT, Força Sindical, CTB, NCST, UGT, CSB e Intersindical é a defesa da liberdade do ex-presidente Lula. E, por óbvio, a chance de a classe trabalhadora vir a resgatar os direitos perdidos desde o golpe de Estado – parlamentar, jurídico e midiático.

Sabe, aquela história de “com o Supremo, com tudo…”? Pois é.

Então, como se diz na Ubanda, se não é pelo amor, é pela dor…

 

Mantido preso político na sede da Superintendência da Polícia Federal de Curitiba, há 20 dias, a essa altura do jogo, ninguém mais duvida de que Lula pode, sim, ser o salvador da pátria.

Por mais que isso incomode, também a nós que habitamos o lado de cá, a esquerda do mundo.

Por suposto, as centrais sindicais estão unidas, também, em torno de pautas que dizem respeito a todos que, sem capital, dependem da própria força de trabalho para sobreviver.

Coisas pequenas como política econômica que gere emprego e renda, seguridade e previdência social.

Ou por acaso os patrões – micros, pequenos, médios ou grandes – conseguem manter e alimentar seu capital sem  os braços que produzem e as cabeças que pensam e ajudam a multiplicar seu patrimônio?

Ah, sim, é imprescindível a revogação do congelamento dos gastos sociais e a revogação da lei que rasga a CLT.

Saco vazio não consegue parar em pé, que dirá produzir.

Importante dizer que  caravanas do Brasil inteiro já aportam na capital do Paraná para a celebração do 1º de Maio e em solidariedade a Lula, prisoneiro político na carceragem da Polícia Federal.

Os chegados se unem aos acampados, e reforçam a segurança do Acampamento Marísia Letícia, nas proximidades da Vigília Lula Livre. Fica no Bairro Santa Cândida, a pouco menos de um quilômetro da sede da Polícia Federal.

Para se ter noção do muito à vontade dos autores do ato de terrorismo contra os acampados, que deixou dois, não, na verdade três feridos, um deles em estado grave, conforme postagem anterior do A Tal Mineira.

Felizmente, ninguém morreu. O que não exime as autoridades de uma apuração rápida e eficaz, com identificação e enquadramento dos culpados.

Até para que não se repita.

Até para que não se responda com um sim à pergunta que Euzinha fiz e repito: as autoridades vão esperar um cadáver para agir? Ou a ideia é exatamente essa?

Não é uma preocupação restrita a esta velha escriba. A colega Helena Chagas, também a manifesta em artigo no sítio Os Divergentes, não por acaso com o título Só falta um cadáver

De fato, este e outros atentados, aqui já referidos, alertam para a fragilidade da nossa pseudo-democracia. E leva ao indispensável reforço de segurança, no caso do acampamento pró-Lula em Curitiba.

Se não vem pelos devidos canais, que se produza pelo coletivo.

Por exemplo, noite passada, o senador Lindbergh Farias (PT-RJ) fez questão de dormir no acampamento, e puxou o “Bom-dia, presidente Lula!”, deste domingo. Também a editora-chefe do coletivo Jornalistas Livres, a colega Laura Capriglione pernoitou por lá.

Lindbergh traduz:

“Não vão nos intimidar.”

Não esquecer que o 29 de abril é aniversário do massacre do governo do tucano Beto Richa aos professores, há três anos. Deixou dezenas de feridos pela ação truculenta da PM paranaense na repressão aos protestos contra o esvaziamento da previdência pública.

Confira os atos no 1º de Maio pelo Brasil

  • Em Curitiba (PR), o ato unificado tem a presença dos presidentes nacionais das centrais, representantes dos movimentos sociais e parlamentares.
    • a partir das 14h na Praça Santos Andrade (Praça da Democracia), com apresenta de artista
    • Ato político a partir das 16 horas
  • Belo Horizonte (MG):  de 8:00 às 11:00h: Escola Municipal Pedro Guerra, na Rua João Ferreira da Silva, 230, no Bairro Mantiqueira.

Na verdade, tradicionalmente, o 1º de Maio é concentrado na Praça da Cemig, em Contagem, principal centro operário na Região Metropolitana de Beagá. É o foco da resistência operária ao arbítrio  dos tempos “modernos”, a partir do golpe civil-militar de 1964.

Descrevo algumas passagens no livro Estação Ferrugem, que resgata a história da resistência ao arbítrio pelo movimento operário na região. Lançado há 20 anos, infelizmente não foi reeditado e só pode ser encontrado nos sebos virtuais.

É uma pena que o próprio movimento sindical não valorize essas memórias, resgatando-as em momento tão fundamental, nestes tempos sombrios que voltamos a sofrer.

  • Pois pronto, o foco do 1º de Maio em BH se dá Em Contagem, a partir das 7h30: manifestação na Praça da Cemig, na Cidade Industrial, seguida da 42ª Missa do Trabalhador. 
  • No Recife (PE), minha Macondo do coração, o ato é a partir das 8h30, na Praça do Derby, desde o golpe em curso, a Praça da Democracia.
  • Amazonas (AM): a partir das 15h, ato na esquina da Sete de Setembro com Avenida Eduardo Ribeiro.
  • Belém (PA): às 9h, ato na Praça da República. No Pará, atos também nas cidades de Abaeté, Altamira, Barcarena, Cametá e Igarapé Miri.
  • Brasília (DF): a partir das 9h, estacionamento entre a Funarte a Torre de TV. Debate político com as Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo e CUT-DF. Apresentações culturais e atividades para as crianças, com o samba da Tapera.
  • Campo Grande (MT), os atos começam no dia 30 (segunda-feira), com om a Noite Cultural do Trabalhador, a partir das 18h, na Esplanada Ferroviária.  nOrganização da Fetems, CUT-MS, UGT, Nova Central, CTB, Fórum dos Servidores Públicos Estaduais do MS e Simted’s filiados a Fetems.

No dia 1º, a partir das 7h, o ato na  Associação Colônia Paraguaia, R. Ana Luísa de Souza, 610, no Bairro Pioneiros.

Das 8h às 13h, atos esportivos e políticos no Pagode dos Bancários, no Clube de Campo dos Bancários – Rua Caldas Aulete, no bairro Coopharádio. Evento organizado pelo SEEB-CG.

Às 11h, organizado pelo PC do B, haverá a Feijoada do Trabalhador, no Bar da Valu.

Às 17h, manifestação por Lula Inocente, na esquina da Afonso Pena com 14 de Julho.

  • Corumbá, a partir das 9h30, ato Internacional do Dia do Trabalhador, na Fronteira Brasil-Bolívia, organizado pela CUT-MS e Central Obrera Boliviana.
  • Dourados, às 16h, ato Unificado dos Trabalhadores, no Parque Rego D’água Jardim Água Boa. Organizado pelo Comitê de Defesa Popular/Bancários Dourados/Simted.
  • Fortaleza (CE)a partir das 15h, ato público reúne  as frentes Brasil Popular e Povo sem Medo, CUT-CE, CTB-CE e Intersindical-CE  no Centro Poliesportivo de Parangaba, na Avenida General Osório de Paiva, Bairro Parangaba.

Antes, no mesmo local, às 9 horas, tem o Lançamento Estadual do Congresso do Povo – Pela Revogação das Medidas Conservadoras do Governo Temer! Em Defesa da Soberania Nacional! Contra o Fascismo.

Em Iracemaàs 7h, Carreata dos Trabalhadores, que começa na Praça Casimiro Costa (Praça da Mangueira)

Em Tabuleiro do Norteàs 10 h, ato de 1º de Maio Unificado do Vale do Jaguaribe, no Posto Alternativo

Em Caucaia, 2º Acampamento Estadual do Levante Popular da Juventude encerra sua programação

  • Goiás (GO), às 14h: na Praça Universitária:  apresentação da banda Sã Consciência, rodas de conversa, oficinas, exibição de curtas-metragem;  curadoria de Benedito Ferreira. Às 15h, Diego Mascate; às 16h, Mundhumano; às 17h, Cocada Coral; às 18h, Terra Cabula; e às 19h, Maíra Lemos.
  • João Pessoa (PB),: os atos FORAM ANTECIPADOS para a sexta-feira (27).  A partir das 7h, teve um café da manhã na Fetag. Às 10Hm caminhada até a Superintendência Regional do Trabalho, em frente ao Pavilhão do Chá. Às 10h30, Ato Público por Mais Direitos, Democracia e Lula Livre, em frente à Superintendência Regional do Trabalho.
  • Maceió (AL)a partir das 8h30, no Posto 7, na Jatiúca: ato  unificado em defesa de direitos, democracia e Lula Livre – CUT, frentes Brasil Popular e Povo sem Medo e as centrais sindicais CSP, Conlutas, Nova Central e CTB.
  • Macapá (AM), às 9h: vigília com ato Público em Defesa da Democracia da Constituição e da Liberdade de Lula, na sede da CUT, na Avenida  Manoel da Nóbrega,537, no Bairro Laguinho.
  • Porto Alegre (RS), às 10h: ato no Parque da Redenção, com apresentações de Nei Lisboa, Raul Ellwanger, Grupo Unamérica e outros artistas.
  • Rio de Janeiro (RJ), às 14h: concentração na Praça XV (próximo a Rua do Mercado), com esquete com o grupo Emergência Teatral. Em seguida, batucada com o Bloco da Democracia e caminhada pelo Boulevard Olímpico até a Praça Mauá.
  • Salvador (BA), a partir das 13h, na Barra:  o 1º de Maio Unificado, com uma série de serviços gratuitos, como retirada de carteira de trabalho, orientações jurídicas, atendimento à saúde da mulher, entre outras ações.

Em Feira de Santanadas 8h às 16h: missa em memória à vereadora Marielle Franco, seguido de ato por Lula Livre, com atrações musicais.

Em Santo Antônio de Jesusa partir das 8h: caminhada nos bairros e palestra sobre a Reforma Trabalhista, sindicalismo e o golpe de 2016.

Em Santo Estevão, às 9h: ato ecumênico. Já em Canavieiras, às 8h, café da manhã com trabalhadores na nova sede do Sindicato.

Em Conceição de Feira, a partir das 8h: missa campal, seguida pelo ato Lula Livre.

  • São Paulo (SP), a partir meio dia, na Praça da República: 1º de Maio da CUT, CTB, Intersindical e movimentos que compõem as frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo. Apresentações de artistas, como a banda Liniker e os Caramelows, que mescla black music e soul e é encabeçada pela cantora trans Liniker; o cantor paraíbano Chico César; a rapper Preta Rara; e a sambista Leci Brandão.

Além deles, se apresentam o grupo Mistura Popular, a ala de Unidos de Santa Bárbara, o compositor e intérprete de grandes escolas de samba, André Ricardo, e os cantores e intérpretes do carnaval em 2018 pela escola de samba Paraíso do Tuiuti, Grazzi Brasil e Celsinho Mody.

Interior paulista

Em Osasco, a partir das 8h, tem início a tradicional corrida e caminhada dos trabalhadores e trabalhadoras, em frente à sede da Prefeitura de Osasco, na Avenida Bussocaba, 300, no centro.

Em Campinas, a partir das 9h, tem concentração no Largo do Pará, no centro, de onde os trabalhadores e trabalhadoras sairão em caminhada até a Catedral de Campinas, na Praça José Bonifácio, s/n, também na região central, onde ocorrerá ato unificado.

Em Araraquara, às 14h, tem início apresentações culturais e ato político começam na Praça Scalamandré Sobrinho, no bairro Vila Ferroviária.

  • Vitória (ES), das 9h às 13h, ato na Praça Costa Pereira, das 9h às 13h.  As atrações musicais: Grupo Só Sambandoe a Bateria da Piedade.

 

Com CUT Nacional e Agência PT

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Postagem revista e atualizada dia 30.04.2018, às 11:31: inclusão de palavras omitidas e alteração no visual.

 


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