A energia dos reencontros que reaquecem a alma

Encontro de gerações, com muita alegria e energia boa – Foto: Carlos Avelin
 por Sulamita Esteliam

Energizante. Talvez seja esta a palavra que, para mim, define reencontros com o de sábado passado. Reunimos, em Belo Horizonte, no Clube 15 Veranistas, cerca de 120 profissionais de diferentes gerações, a maioria jornalistas, a pretexto dos 30 anos de lançamento do jornal Hoje em Dia. Foi adorável.  As fotos estão na galeria ao pé da postagem.

Fiz parte do desenho do projeto original, no final dos anos 80 do século passado, e me orgulho disso. E o deixei voluntariamente no início dos anos 90, cerca três anos e meio depois. E, a convite e por necessidade, voltei a cometer algumas colaborações para a sucursal de Brasília do diário, ainda nos anos 90.

Aliás, quase que minha filha caçula nasce na redação, no Setor Comercial Sul, por que Euzinha cismei de terminar o texto de uma reportagem importante que havia apurado.

Já estava em trabalho de parto, mas as contrações haviam cessado completamente, sem a menor explicação. Escapei da vigilância familiar, chamei um táxi e fui terminar o serviço. Acabei sozinha na redação, depois do expediente, e precisei da ajuda do porteiro do prédio para descer no elevador, com medo de que a bebê nascesse no percurso.

Mas o fundamental de tudo é o lastro de amizade que ficou de todo o período, nada fácil, bastante turbulento para ser sincera. Éramos jovens, a maioria, motivados e determinados a exercer um Jornalismo digno do nome, tão carente na nossa Minas tão Gerais.

A despeito de tremendas dificuldades; com argúcia, garra, profissionalismo, mas também com afeto e com respeito.

Talvez, reflete o amigo Eduardo Nunes Campos, seja isso que tenha tornado esta festa tão singular e revigorante, tantos anos passados. Junto com outro querido, César Ferraz, tomou de empreitada a produção do encontro.

“Em tempos de intolerância e de raiva, reencontros como o nosso, ambiente leve e agradável, são um doce sopro na alma. Envelhecemos. Amadurecemos. Mantemos os nossos compromissos, sociais e éticos, com informação honesta e de qualidade. Não abrimos mão dos afetos. Pelo contrário. Sabemos valorizá-los ainda mais. Não temos tempo perdido a recuperar. Temos novos tempos a serem vividos. O que vivemos juntos está definitivamente incorporado em nosso patrimônio, profissional e afetivo. De parabéns estamos todos.”

Tantas histórias para rememorar. Tantas histórias para contar. E de tudo isso, deve restar um livro, escrito a várias mãos.

A diversidade que nos caracteriza, como em tudo que envolve gente, mesmo em família, é o que nos aproxima. Em tempos sombrios, onde a tolerância não viceja e a ira carcome, reencontros são preciosos.

Digo que guardo com alegria cada sorriso, cada abraço, cada minuto desta tarde-noite inesquecível. Valeu o esforço de chegar até aqui, Euzinha que moro a milhas e milhas distantes. Que venham outros.

Ah, sim, Mércia Vasconcelos, querida! Obrigada pela branquinha de Jequitibá, terra sua, da minha mãe e de meus avós. Isso é o que se chama beber raiz com propriedade.

PS: As fotos são de vários autores e as capturei no zap-zap do grupo, pois Euzinha mesma não fiz nem umazinha, entretida que fiquei em matar as saudades e botar a conversa em dia: além de Carlos Avelin, que abre a postagem, Rogério Hilário, Sérgio Falci, Bebel Baldoni, Méri Grossi, Maristela Bretas, Aloísio Morais e Tatiana Moraes, a mãe do Otto, o bebê charmoso que aparece em vários cliques..

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