Mea culpa no tucanistão ou quando o descaramento bate à porta

Dilma no Senado_opor Sulamita Esteliam

Há dias em que é difícil saber por onde começar. Escolho a desfaçatez.

Nesta quinta, 13 de setembro do ano do ano de 2018, ninguém menos do que o ex-presidente do PSDB, Tasso Jereissati, vem a público fazer mea culpa do papel tucano no golpe que mergulhou o Brasil no pântano que está a nos engolir a todos.

Em entrevista ao Estadão, jornal paulista partícipe ativo do golpe – de todos os golpes desde o nascimento -, o senador pelo Ceará reconhece:

“O partido cometeu um conjunto de erros memoráveis. O primeiro foi questionar o resultado eleitoral. Começou no dia seguinte (à eleição). Não é da nossa história e do nosso perfil. Não questionamos as instituições, respeitamos a democracia. O segundo erro foi votar contra princípios básicos nossos, sobretudo na economia, só para ser contra o PT. Mas o grande erro, e boa parte do PSDB se opôs a isso, foi entrar no governo Temer. Foi a gota d’água, junto com os problemas do Aécio (Neves). Fomos engolidos pela tentação do poder.”

Tucanou a irresponsailidade. É muito descaramento.

O papel de Madalena arrependida não cai bem ao coronezim dos zóio-azul, como lhe conferem os conterrâneos cearenses. Ele estava à frente do partido quando se consolidou o golpe.

Faltou, também,  incluir o comando do pelotão de fuzilamento da presidenta Dilma Rousseff, a legítima e única, no Senado, sem crime de responsabilidade. O relator do processo do impeachment fraudulento foi o tucano Antonio Anastasia, ora candidato a retomar o governo de Minas.

Todos  os senadores e deputados tucanos votaram sim ao afastamento da presidenta, assim como a maioria absoluta de senadores do P-MDB, do DEM, PSB e que tais.

Esta memória, tão bem traduzida na charge do genial Renato Aroeira à época, é importante. É hora de caçarmos o mandato de todos os golpistas, não violando a Constituição, como fizeram, mas negando-lhes o voto nas urnas.

O partido tucano, faz tempo, revelou-se um equívoco. Faz-me lembrar o ex-presidente Itamar Franco, que dizia que o PSDB “é PhD demais para o meu gosto”.

Não viveu para vê-los ultrapassar o Rubicão (a linha da legalidade), para além do limite da irresponsabilidade praticada quando no poder. Tornaram-se um bando de arrogantes, com o ninho cada vez mais infestado de cobras a secar os ovos dos filhotes.

Estamos a 24 dias das eleições gerais, lembra o cientista político Marcio Pochmann, presidente licenciado da Fundação Perseu Abramo e candidato a deputado federal por São Paulo.  “As eleições que deverão derrotar o golpe antidemocrático” que nos foi imposto em 2016.

O chamado deus “Mercado” já pressente aonde vai dar a carruagem, e faz mais do mesmo: joga terror, levando o dólar aos píncaros.

Pesquisa CUT-Vox Populi divulgada neste dia, já mostra Fernando Haddad na liderança, com 22% das intenções de voto. No Nordeste ele tem 31%. E, nas simulações para o segundo turno, deixa todos os demais na poeira. Leia em Carta Capital.

voxpopulli 11 setembro 2018

E por falar em memória, a campanha da presidenta Dilma, líder na corrida ao Senado por Minas, presta grande serviço à nação:  lança documentário que disseca o golpe parlamentar-jurídico-midiático que a tirou da Presidência da República.

Faz mais: revela que a tramoia golpista antecede as eleições de 2014.

A História do Golpe – Ato I: a derrubada de um governo legítimo tem 27 minutos bastante movimentados e pode ser visto via Youtube ou no sítio dilma.com.br/ e também aqui:

 

 

 

 


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