Em contagem regressiva para a etapa Beagá do ‘Em Nome da Filha’


por Sulamita Esteliam

Já estou em Beagá, aonde cheguei na manhã do sábado, 06 para trabalhar o lançamento do meu livro Em Nome da Filha , Editora Viseru, PR, na minha Macondo de origem. Renovo o convite, agora com todos os detalhes acertados.

Acontece na sexta-feira, 12, às 20:00 horas, na Casa do Jornalista, minha casa originária de militância político-sindical. Tempos idos, saudosos.

O lançamento conta com o luxo da apresentação artística da amiga Eda Costa: Memória de Bitita, o Coração que não Silenciou – um recorte. Bitita, para quem não sabe ou não se lembra, é autora de Quarto de Despejo, uma história tocante de resiliência e resistência à opressão racista e social de que são alvos mulheres negras e pobres neste Brasil patriarcal e machista, desde tempos imemoriais. Dialoga perfeitamente com a temática do livro.

Durante o evento, você pode conhecer e refletir em torno da mostra de arte sobre feminicídio, da lavra do coletivo Linhas do Horizonte – mulheres que bordam resistência e democracia. Apresentado na celebração-protesto do 8 de Março, relaciona o nome das mulheres mineiras vítimas desse crime em 2019.

Sou grata pela generosidade conterrânea, que muito me emociona.

O Boas Novas-MG, sítio independente de notícias da terrinha, editado pelo amigo Ricardo Campos, publica matéria sobre o livro nesta segunda. Transcrevo, em agradecimento e para trazer boa sorte:

Livro resgata história de feminicídio em terras pernambucanas

Jornalista Esteliam em noite de autógrafo do seu novo livro, Em Nome da Filha, em Recife. Fotos – Beto Oliveira

Uma história real, triste, que acontece todos os dias em todas as partes do Brasil e do mundo. Então, por qual razão ela está aqui no Boas Novas? Porque ela é, ao mesmo tempo, uma história de força, de amor e dedicação incondicionais. Em Nome da Filha, livro que a jornalista e escritora mineira Sulamita Esteliam lança no próximo dia 12, às 20h, na Casa do Jornalista, em Belo Horizonte, tem como temas a violência contra a mulher, relacionamento abusivo, feminicídio e luta por justiça.

Atualíssimo, uma vez que têm sido frequentes os casos de violência contra as mulheres, Em Nome da Filha resgata uma história que aconteceu em 1991. Mônica Francisca da Silva Lima, então com 20 anos, foi assassinada no Recife (PE), com requintes de crueldade, pelo cabo Carlos Antônio de Assis Callou, que a perseguia desde que ela tinha 13 anos de idade. A mãe da vítima, Gersina, passou o resto de sua vida buscando justiça para a filha.

Sulamita conheceu Gercina sete anos depois do crime, quando ela ia de porta em porta em sindicatos, movimentos sociais e organizações para pedir ajuda e apoio à sua luta. Na época, a jornalista era assessora de comunicação no Sindicato dos Bancários de Pernambuco e foi no jornal da entidade que publicou uma entrevista com a mãe da vítima. E foi de Gercina a sugestão para que a história fosse transformada em um livro.

Capa do livro da jornalista Sulamita, que será lançado em BH no dia 12.
Capa do livro da jornalista Sulamita, que será lançado em BH no dia 12.

Gercina conseguiu ver o assassino de sua filha ser condenado a 17 anos de prisão, mas morreu antes de ver nascer Em Nome da Filha. Embora tenha ficado pronto em 2005, só no início deste ano foi publicado. Foi lançado primeiro em Recife em 23 de março, mas  está à venda nas melhores casas do ramo e também no formato ebook.  

“A ideia do livro é não deixar que crimes desta natureza se percam na memória nem se escondam entre quatro paredes do lar indevassável”, explica Sulamita. “A obra pretende ser um alerta para as mulheres para que não se percam no labirinto das emoções mal resolvidas. Amor não tem que rimar com dor. E se propõe a ser um chamado para toda a sociedade para que não se omita. Em briga de marido e mulher é preciso, sim, meter a colher”, acrescenta a jornalista.

Em Nome da Filha é um romance-reportagem, no mesmo estilo do primeiro livro da autora – Estação Ferrugem, Vozes, 1998. O primeiro livro da autora conta a história da região operária de Belo Horizonte-Contagem e da resistência operária à ditadura civil-militar implantada em 1964, que durou 21 anos, tendo como fio condutor uma família de migrantes em busca de vida melhor na capital.

Ana Veloso, jornalista e professora da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), assina o prefácio do livro. A orelha é de autoria de Elma Heloíza Almeida, jornalista mineira radicada em Brasília.

No lançamento em Belo Horizonte haverá apresentação artística de Eda Costa – Memória de Bitita, o Coração que não silenciou, um recorte -, que dialoga com a temática do livro. O coletivo Linhas do Horizonte, que borda resistência, estará também  presente com o painel sobre feminicídio, que foi apresentado na celebração-protesto do 8 de Março e relaciona o nome das mulheres mineiras vítimas letais de feminicídio em 2019.

A autora

Sulamita Esteliam é jornalista, escritora e blogueira independente. Mineira de Belo Horizonte, formada em Comunicação pela Fafich/UFMG, trabalhou em vários jornais e nas sucursais da revista Manchete e do jornal O Globo, em Belo Horizonte, e também em Brasília.

Decidiu ficar mais perto do mar e mudou-se para Fortaleza em 1994 e, em 1997, para o Recife. Desde 2010, edita o blogue A Tal Mineira sobre direitos humanos, política e cultura.

Sinopse

Em Nome da Filha

Que estranho poder é esse que leva uma mulher a colocar a própria vida em risco para continuar ao lado de um homem que a maltrata? O que o move? Como explicar tamanha obsessão?

Carlos dizia a Mônica que a amava, e que enlouqueceria se fosse obrigado a viver sem ela. Mas que amor é esse que machuca, tortura, aterroriza, subjuga? E que amor é esse que se submete, se anula, se morre um pouco a cada dia?

Mônica tinha 13 anos, quando Carlos cismou que ela seria dele. Obcecado, ao longo de oito anos, destruiu toda e qualquer tentativa de vida própria que ela buscasse ter. Enfrentou obstinada e ferrenha oposição da mãe da menina, que parecia intuir o destino que a filha poderia vir a ter nas mãos daquele homem. Valeu-se de todo e qualquer expediente para fazer alcançar seu desejo, inclusive prerrogativas de militar do Corpo de Bombeiros.

Conquistou-a. Mais do que isso, tornou-a escrava de sua paixão desmedida.

Dividida entre o amor e o medo, Mônica bem que tentou resistir, buscando outros relacionamentos, com apoio da família. Chegou a casar-se com outro homem. Em vão. O destino, ou seja lá o que for, a atraía para o seu algoz.

Gercina, a mãe, quase enlouqueceu quando perdeu a filha. Mas encontrou uma razão para ressurgir das cinzas: criar os dois netos – órfãos também de pais vivos -, e fazer Justiça.

Não seria nada fácil. Esta saga a consumiria e a toda família.

Serviço:

o que é: Lançamento do livro: Em nome da Filha

Autora: Sulamita Esteliam

Quando: 12 de abril, às 20h

Onde: Casa do Jornalista – Av. Álvares Cabral, 400 – Belo Horizonte – Centro

Nº de páginas: 196 – disponível também no formato ebook

Editora Viseu, Maringá – Paraná

 


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