Contribua para repor as cadeiras roubadas da Barraca da Silvana, em Boa Viagem!

por Sulamita Esteliam

Roubaram as cadeiras da Barraca da Silvana, que ganha a vida com os pés na areia sob o sol da Praia de Boa Viagem, no Recife. Quem levou, possivelmente, sabe que ela depende do equipamento, essencial ao seu trabalho, única fonte de renda para criar sua prole, mas não fez caso.

Silvana é viúva e mãe de cinco crias, duas meninas e um menino dos quais menores de idade. Os dois mais velhos, um com apenas 19 anos, ainda estudante do fundamental, estão desempregados. Moram numa comunidade no Ibura, bairro popular na periferia da Zona Sul.

Silvana da Silva Sotero é pernambucana do Recife, e é pouco mais velha do que meu primeiro filho. Trabalha na praia desde jovem, a convite da mulher que, pouco tempo depois, se tornaria sua sogra. Desde que me mudei para o Recife, há 22 anos, frequento esse posto na praia.

Ela e Alex, o companheiro, assumiram a barraca quando a mãe dele se aposentou. Eles já tinham um menino, além do filho que Silvana trouxe de relação anterior. Outros três viriam na sequência, um menino e duas meninas. 

Há dois anos e meio, Alex morreu de enfarto. E ela ficou com as quatro crias menores de idade, o mais velho com 17 anos, e a responsabilidade de tocar o negócio sozinha. Com todas as dificuldades que isso possa significar.

Levou bom tempo para se recompor da perda e dar-se conta de sua nova condição de mãe-pai, e única responsável por seu negócio. Antes, o pesado era, bem ou mal, dividido. 

Por muito tempo as cadeiras mantiveram a impressão “Silvana & Alex”.  Agora, quase três anos passados na viuvez, as coisas começam a tomar rumo, a barraca que andou meio decadente vinha sendo, aos poucos, revigorada.

Comprou cadeiras novas, em etapas, pois  a maioria das antigas estavam quebradas, sem condições de reforma.  Ainda não terminou de pagar todas. 

Pois as 30 cadeiras recém-adquiridas foram roubadas na madrugada do último 17 de junho. O ladrão entrou no depósito, a três quadras da praia, e levou a carroça. Por sorte, os guarda-sóis escaparam e uma meia dúzia de cadeiras velhas.

Silvana prestou queixa na Delegacia de Boa Viagem. Buscou imagens na farmácia próxima (fotos acima e no alto) e as entregou a polícia. Mas enquanto não se resolve o caso, precisa ganhar a vida para alimentar suas crias, pagar seus fornecedores e ajudantes.

A praia é seu único ganha-pão, e sem cadeiras é impossível trabalhar. Há uma semana tem contado com a solidariedade de barraqueiros, que emprestam algumas unidades; afinal, está na praia há mais de 20 anos. Mas é arranjo provisório.

Daí que Euzinha, Sulamita Esteliam, jornalista, escritora e blogueira, há mais de duas décadas frequentadora da Barraca da Silvana, e vi quatros dos seus cinco filhos nascerem, tive a ideia da vaquinha on line no Vakinha.com.br. Até gostaria, mas não tenho como tirar do meu bolso a ajuda de que ela necessita. 

O dinheiro é para repor as cadeiras roubadas e pagar os primeiros meses de aluguel de um local seguro para guardar seus equipamentos. O depósito de que ela se servia provisoriamente revelou-se uma armadilha.

Assim como outros barraqueiros da Praia de Boa Viagem, teve que valer-se do local, provisoriamente, depois que o Edifício Holliday, onde ela alugava espaço para guardar os equipamentos da barraca, foi interditado judicialmente.

Jogaram ao léu todos os comerciantes, moradores e quem, como Silvana, alugava quitinetes no lugar para guardar seu material de trabalho. Cerca de 5 mil pessoas nessa condição, o equivalente a uma cidade. Com a conivência das autoridades locais.

Conto com você nesta tarefa fraterna. Clique aqui para contribuir.


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