As vozes das janelas no #18M a apontar o caminho: #ForaBolsonaro e os que o cercam!

por Sulamita Esteliam

Não bati panela, me recuso. Eu e o maridão botamos para tocar Chico Buarque na janela: “Amanhã vai ser outro dia”, como sugeriu um amigo mineiro. Gritei forte, alto e claro: #ForaBolsonaro!

#Fora, capiroto e toda a sua corja!, porque ele cair sozinho não nos leva a nada. Precisamos por abaixo esse desgoverno inteiro e reconstruir nossa democracia pelo voto.

A saída é anular a eleição, antes que seja tarde. Motivos para tal não faltam. E quem armou ou ajudou a armar a ponte para o abismo, tem obrigação de oferecer a escada para o resgate. Nossa parte nesse processo é empurrar para que aconteça.

Depois que passaram a frequentar varandas gourmet, as panelas deram-se ao desfrute de violar constituições para garantir o prazer de viajar para Miami à custa de apear governos legítimos. E não em companhia das domésticas, que, no governo Dilma, passaram a ter direitos iguais aos de todo trabalhador. Inadmissível.

Foram os sons das panelas que nos trouxeram até aqui. Há alguns dias, a colega ilustre Eliane Brum, em sua coluna no El País, resgatou o que não pode ser esquecido – e este A Tal Mineira tem insistido amiúde: a origem do vírus que consome, e não é o corona, está no processo que alicerçou o vergonhoso 17 de abril de 2016.

Deve ser buscado nos panelaços do classe média bem-nutrida, a respaldar o revanche machista, misógino e racista que levou à derrubada de uma presidenta honesta, sem crime responsabilidade.

Estupraram a Constituição como efeito natural para defenestrar um mulher que ousou chegar à Presidência da República, e lá não compactuou com os métodos e processos costumeiros.

Não lhe pouparam insultos odiosos, desde antes, e não apenas nas redes, como no estádio de futebol, em plena Copa do Mundo para o mundo inteiro ouvir e ver. Ou ainda como a figura da primeira mandatária do país de pernas abertas sobre o bocal de acesso ao tanque de gasolina dos automóveis. Estupro coletivo.

Quem protestou na mídia venal, inclusive jornalistas-colunistas mulheres? A pergunta também é feita pela mesma Eliane Brum, numa digressão sobre o curioso título do artigo: “Por que Bolsonaro tem problemas com furos”…

Injetaram e disseminaram ódio misógino, colheram o capiroto com as ventas abertas e a mente em desvario.

Esta noite, todavia, não vou mentir que o som do panelaço troou como música em meus ouvidos já quase moucos de tanto escutar sandices a qualquer mote.

Ainda que tenha sido convocado pelos movimentos sociais, em protesto contra o desmonte na educação, na saúde e no serviço público, devido ao impedimento de se manifestar nas ruas.

Algumas das vozes da janela em Boa Viagem e por todo o Recife, a terra que escolhemos para viver, e em Beagá, nossa Macondo de origem:

Pode parecer incrível, mas lá como aqui houve também panelas pró. O núcleo duro se aferra ao delírio como o diabo foge da cruz.

Mesmo assim, boa parte do barulho soa como mea culpa, mea culpa, mea culpa da turma que colocou lá o sujeito sem o mínimo preparo e estofo para exercer o cargo. Um velho conhecido de todo e qualquer brasileiro com mais de 40 anos.

Bairros nobres  em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasil afora, que se anteciparam um dia do protesto marcado, e a hora no dia previsto, como que a soltar o grito preso na garganta e o peso na consciência, se é que se pode falar de consciência onde imp,era o umbigo, para além da indignação com a inépsia e do medo diante da pandemia do Cornavírus, que avança, inclemente.

O vídeo acima foi publicado pela ex-presidenta Dilma em suas redes sociais logo após o panelaço desta noite

 

 

 

 


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